The president of JSD, João Pedro Luís, responded this Sunday, August 30, to Chega's threat to present a motion of censure against the Government, accusing the party led by André Ventura of being a "false brave" and a "political weather vane". The statements were made at the closing of the 22nd edition of the PSD's Summer University, in Castelo de Vide, Portalegre, at a time when the party's summer festivities were taking place.
In his debut as leader of the "jota" at this initiative, João Pedro Luís presented four censures against Chega. First, he criticized "Chega's habit of threatening with elections every week, while praying quietly that nobody accepts the challenge", accusing André Ventura of being "terrified of the day he has to govern and is forced to fulfill all the promises he has made".
Secondly, he censured "the incredible ease of changing opinion in 24 hours, depending on the wind of the polls". Thirdly, he called the party a "factory of scapegoats", criticizing what he said was the vice of demanding the head of a different minister every day to hide the lack of real proposals. Finally, he criticized the "poor me tactic", accusing Chega of presenting itself as a victim of persecution by the "system" or the media whenever it is caught in contradictions.
In the opposite direction, the JSD leader left a "motion of confidence" for Luís Montenegro, praising measures such as the youth income tax, the rail pass, and the housing measures for young people. He also highlighted the 6,092 additional students placed in Higher Education this year, compared to last year, reminding that the number of placed students was the lowest since 2017 in 2025, the year when PS "changed the rules and imposed two entrance exams".

O presidente da JSD respondeu este domingo, 30 de agosto, à ameaça do Chega de apresentar uma moção de censura ao Governo acusando o partido liderado por André Ventura de ser um “falso valente” e um “catavento político”.
João Pedro Luís falava no encerramento na 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, iniciativa de formação de jovens quadros, que decorreu desde segunda-feira em Castelo de Vide (Portalegre), e abordou diretamente a ameaça feita na sexta-feira pelo presidente do Chega.
“O Chega fez uma ameaça ao primeiro-ministro: ou o ministro da Administração Interna é rapidamente demitido ou o Chega apresenta uma moção de censura. A JSD não faz ameaças. A JSD concretiza. Por isso eu hoje apresento aqui não uma, mas quatro censuras”, afirmou, na sua estreia como líder da “jota” nesta iniciativa.
Em primeiro lugar, a Juventude Social-Democrata diz censurar “o falso valente”, criticando “a mania do Chega de ameaçar com eleições todas as semanas, enquanto reza baixinho para que ninguém aceite o desafio”
“André Ventura tem pânico do dia em que tiver de governar e o obriguem a cumprir todas as promessas que tem feito”, criticou, recebendo muitos aplausos dos participantes.
João Pedro Luís censurou, depois, “a incrível facilidade de mudar de opinião em 24 horas, consoante o vento das sondagens”, chamando catavento político ao Chega.
O líder dos jovens sociais-democratas censurou ainda o que chamou de “fábrica de bodes expiatórios” – “o vício de pedir a cabeça de um ministro diferente todos os dias para disfarçar a falta de propostas reais para o país” – e a “tática do coitadinho”, acusando o partido de Ventura de se apresentar como vítima de perseguição do “sistema” ou da comunicação social sempre que é apanhado em contradições.
Pelo contrário, João Pedro Luís deixou uma “moção de confiança” a Luís Montenegro, dizendo que foi o primeiro-ministro que, na democracia portuguesa, “mais centralidade política deu aos jovens portugueses”, elencando medidas como o IRS jovem, o passe ferroviário ou as medidas específicas na área da habitação para esta faixa etária.
O líder da JSD salientou ainda os 6.092 estudantes a mais colocados no Ensino Superior, quando comparado com o ano passado.
“O Governo do PS mudou as regras e impôs duas provas de ingresso. O Governo da AD tomou a decisão de retomar a regra que vigorou até 2024 – entre uma e três provas de ingresso”, recordou.
O número de alunos colocados numa instituição de ensino superior pública foi de 49.991 jovens, mais 6.092 do que em 2025, quando o número de colocados foi o mais baixo desde 2017.
Para João Pedro Luís, “hoje é claro para todos que a quebra do ano passado se deveu ao PS e que as políticas socialistas excluíram milhares de alunos do Ensino Superior”.
“Neste ano letivo, serão mais 6.092 estudantes que entrarão no ensino superior graças ao Governo da AD. Isto não é conversa, isto são resultados”, afirmou.