The president of the Social-Democratic Youth (JSD), João Pedro Luís, responded to Chega's threat to present a motion of censure against the Government, accusing the party led by André Ventura of being a "false tough guy" and a "political weathercock". The statements were made at the closing of the 22nd edition of the PSD's Summer University in Castelo de Vide, where João Pedro Luís made his debut as JSD leader at this initiative.
The social-democratic youth leader presented four censures against Chega. First, he criticized "Chega's obsession with threatening elections every week, while praying quietly that nobody accepts the challenge", saying that Ventura has "panic about the day he has to govern and is forced to fulfill all his promises". Then, he censured the "incredible ease of changing opinion in 24 hours, depending on the wind of the polls".
The third censure was directed at what João Pedro Luís called the "factory of scapegoats", meaning the habit of demanding the head of a different minister every day to disguise the lack of real proposals. The fourth censure targeted the "poor little victim tactic", accusing Chega of presenting itself as a victim of persecution by the system or the media whenever it is caught in contradictions.
In the opposite direction, João Pedro Luís presented a "motion of confidence" in Prime Minister Luís Montenegro, praising his Government's measures for young people, such as the young income tax, the rail pass, and housing measures. He also highlighted that this academic year there were 6,092 more students placed in Higher Education compared to the previous year, when the number of placements was the lowest since 2017.
O presidente da JSD respondeu hoje à ameaça do Chega de apresentar uma moção de censura ao Governo acusando o partido liderado por André Ventura de ser um “falso valente” e um “catavento político”.
João Pedro Luís falava no encerramento na 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, iniciativa de formação de jovens quadros, que decorreu desde segunda-feira em Castelo de Vide (Portalegre), e abordou diretamente a ameaça feita na sexta-feira pelo presidente do Chega.
“O Chega fez uma ameaça ao primeiro-ministro: ou o ministro da Administração Interna é rapidamente demitido ou o Chega apresenta uma moção de censura. A JSD não faz ameaças. A JSD concretiza. Por isso eu hoje apresento aqui não uma, mas quatro censuras”, afirmou, na sua estreia como líder da “jota” nesta iniciativa.
Em primeiro lugar, a Juventude Social-Democrata diz censurar “o falso valente”, criticando “a mania do Chega de ameaçar com eleições todas as semanas, enquanto reza baixinho para que ninguém aceite o desafio”
“André Ventura tem pânico do dia em que tiver de governar e o obriguem a cumprir todas as promessas que tem feito”, criticou, recebendo muitos aplausos dos participantes.
João Pedro Luís censurou, depois, “a incrível facilidade de mudar de opinião em 24 horas, consoante o vento das sondagens”, chamando catavento político ao Chega.
O líder dos jovens sociais-democratas censurou ainda o que chamou de “fábrica de bodes expiatórios” – “o vício de pedir a cabeça de um ministro diferente todos os dias para disfarçar a falta de propostas reais para o país” – e a “tática do coitadinho”, acusando o partido de Ventura de se apresentar como vítima de perseguição do “sistema” ou da comunicação social sempre que é apanhado em contradições.
Pelo contrário, João Pedro Luís deixou uma “moção de confiança” a Luís Montenegro, dizendo que foi o primeiro-ministro que, na democracia portuguesa, “mais centralidade política deu aos jovens portugueses”, elencando medidas como o IRS jovem, o passe ferroviário ou as medidas específicas na área da habitação para esta faixa etária.
O líder da JSD salientou ainda os 6.092 estudantes a mais colocados no Ensino Superior, quando comparado com o ano passado.
“O Governo do PS mudou as regras e impôs duas provas de ingresso. O Governo da AD tomou a decisão de retomar a regra que vigorou até 2024 – entre uma e três provas de ingresso”, recodou.
O número de alunos colocados numa instituição de ensino superior pública foi de 49.991 jovens, mais 6.092 do que em 2025, quando o número de colocados foi o mais baixo desde 2017.
Para João Pedro Luís, “hoje é claro para todos que a quebra do ano passado se deveu ao PS e que as políticas socialistas excluíram milhares de alunos do Ensino Superior”.
“Neste ano letivo, serão mais 6.092 estudantes que entrarão no ensino superior graças ao Governo da AD. Isto não é conversa, isto são resultados”, afirmou.
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