The Prime Minister and PSD leader, Luís Montenegro, closed this Sunday the 22nd edition of the party's Summer University in Castelo de Vide, in the Portalegre district. The closing session began at 12:00, after Montenegro had participated via videoconference on Thursday, answering participants' questions and promising today to talk about education reforms and human resources qualification.
The political week was marked by the threat from Chega's leader, André Ventura, to submit in parliament a motion of censure against the Government should Montenegro not resolve the situation of the Minister of Internal Administration, Luís Neves, considering it has reached a "grotesque" and "unacceptable" level. The PSD spokesperson, Sebastião Bugalho, refused that this ultimatum weakens the executive, stating that the party continues to resolve problems.
The political agenda was also marked by the discussion on Social Security, after the presentation of a study by the working group created by the Government to propose reform measures. However, Montenegro ruled out any structural change in this area during the current legislative term, promising that, if he ever proposes such transformation, it will be based on a commitment made to the Portuguese people before the next elections.
About a month before the submission of the State Budget for 2026, several PSD leaders pointed out similarities between the speeches of Chega's and PS's leaders. Montenegro promised "patience" and "democratic tolerance" towards the opposition, despite pointing out to them "many mistakes and nonsense," without clarifying whether he intends to negotiate the Budget.

O presidente do PSD e primeiro-ministro encerra este domingo a Universidade de Verão do partido, com a agenda política marcada pela discussão sobre a Segurança Social e pela ameaça do Chega em apresentar uma moção de censura ao Governo.
Povo Livre, o ‘jornalismo’ sem “censura moderna”
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Luís Montenegro participa a partir das 12h00 na sessão de encerramento da 22.ª edição desta iniciativa de formação de jovens quadros, que decorre desde segunda-feira em Castelo de Vide (Portalegre), depois de na quinta-feira ter respondido, por videoconferência, a dez perguntas dos participantes na iniciativa, prometendo falar no enceeramento sobre educação.
A intervenção do presidente do PSD funciona, habitualmente, como a segunda ‘rentrée’ do partido, depois da Festa do Pontal, no Algarve, na qual anunciou este ano a reentrada do Estado no capital da REN e criticou o que chamou de “censura moderna“, lamentado que os portugueses só conheçam as polémicas e incidentes e o mais importante fique “escondido em notas de rodapé”.
Desde então, foi apresentado um estudo do grupo de trabalho criado pelo Governo para “propor medidas tendentes à reforma da Segurança Social“, mas esta semana o primeiro-ministro, tal como já tinham feito outros membros do Governo, afastou qualquer mudança estrutural nesta área na atual legislatura.
Na quinta-feira, na participação surpresa à distância na Universidade de Verão do PSD, Montenegro prometeu que, “se algum dia propuser essa transformação estrutural, será na base de um compromisso” assumido com o povo português antes das próximas eleições. “O meu desejo era que nós pudéssemos ter um entendimento nacional para que, independentemente da força política que ganhasse as eleições, todos se comprometessem a executar a transformação estrutural que dá sustentabilidade a este sistema“, afirmou então.
Na mesma ocasião, em que passou em revista as principais medidas do executivo PSD/CDS-PP, Montenegro prometeu para hoje falar “das reformas da educação”. “Daquilo que estamos a fazer para termos uma qualificação maior dos nossos recursos humanos e com isso podermos ser um país mais atrativo, mais produtivo“, disse.
Depois das polémicas e atrasos que envolveram a correção digital dos exames nacionais, o número de alunos colocados numa instituição de ensino superior pública foi de 49.991 jovens, mais 6.092 do que em 2025, quando o número de colocados foi o mais baixo desde 2017.
A semana política ficou marcada pela ameaça do líder do Chega, André Ventura, de entregar no parlamento na terça-feira uma moção de censura ao Governo caso o primeiro-ministro não resolva a situação do ministro da Administração Interna, Luís Neves, que considera ter atingido um nível “grotesco” e “inaceitável”.
Numa breve reação ao tema, o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, recusou que este ultimato enfraqueça o Governo. “Enquanto muitos ao nosso redor perdem tempo com barulhos e cortinas de fumo, nós continuamos a resolver problemas“, afirmou depois aos jornalistas, após o Tribunal Constitucional ter dado luz verde à chamada lei do retorno.
Também Montenegro, na sua passagem virtual por Castelo de Vide na quinta-feira, já tinha defendido que trabalhar será a resposta às críticas e “pedidos de distração”. “Como é que nós vencemos o negativismo, o pessimismo daqueles que querem deixar tudo na mesma? Trabalhando. Como é que nós respondemos àqueles que fazem esses ataques sem fundamento, sem razão? Trabalhando“, afirmou.
A cerca de um mês da entrega do Orçamento do Estado para 2026, foram vários os dirigentes do PSD que procuraram apontar na Universidade de Verão do PSD semelhanças entre o discurso dos líderes do Chega e PS, com o presidente do PSD a prometer depois “paciência” e “tolerância democrática” para com a oposição, apesar de lhes apontar “muitas asneiras e disparates”, sem abrir o jogo sobre eventuais negociações orçamentais.