Father John Kingston is an Irish priest, member of the Congregation of the Holy Spirit (Spiritans), who entered the novitiate in September 1966 and was ordained on June 13, 1976. His first missionary destination was Angola, a country independent since 1975 and already affected by a brutal civil war, where he joined an international team of young Spiritans. Angola represented his first missionary love and also the place where he suffered the most, having been seriously wounded in an ambush in 1985, in the Malanje area, during which Father Jean Étienne, of French nationality, died instantly. Kingston was captured by rebels and walked ten days in the bush before being released, requiring months to recover.
After a period in Ireland, he returned to Angola and was appointed to work on Spiritan formation in Huambo, where Archbishop Francisco Viti of Huambo named him Episcopal Vicar for Religious. His mission in that city ended with the visit of Pope John Paul II in 1992, the year he was also appointed Master of Novices of the Spiritans in Europe, a role he held at an International Novitiate in Dublin until the year 2000.
In 2000, he was appointed to Mozambique, specifically to Chimoio, on the border with Zimbabwe, where he worked at the Parish-Mission of Inhazónia, a very extensive area that encompassed four districts: Báruè, Macossa, Guro, and Tambara. He accepted the invitation to be a translator at the General Chapter held in Torre d'Aguilha, in Cascais, and was elected General Councillor, moving to Rome between 2004 and 2012 to carry out this mission on a global scale. After his term in Rome ended, he returned to Mozambique in 2013, returning to Inhazónia where he remains to this day.
His 50 years of priesthood were celebrated on three fronts: in Ireland, his native country, at his Mission of Inhazónia with a great celebration prepared by the people, and at the Spiritan Assembly in Mozambique gathered at the Seminary of St. Augustine, in Matola. Despite his age and the marks that war has left him, Father John Kingston continues strong and determined to give himself until the end. The article was written by Tony Neves, in Matola, in partnership with Mission PRESS.
Padre John Kingston, Espiritano
“Depois duma infância e adolescência muito feliz no meio rural na costa sul da Irlanda entrei no noviciado espiritano em Setembro de 1966.” Assim começa uma história missionária que levaria John Kingston, irlandês, a Angola, Roma, Dublin e Moçambique, país onde se encontra.
Missão ‘mártir’ em Angola
Conta: “Três dias antes da minha ordenação sacerdotal (13 de Junho de 1976), recebi a minha nomeação missionária. Ia fazer parte duma equipa internacional de jovens Espiritanos em Angola, país independente deste o ano anterior e já debaixo de uma brutal guerra civil”. Angola foi o seu primeiro amor e onde perdeu mais sangue. No dia de Pentecostes de 1985, na área de Malanje, o carro que conduzia caiu numa emboscada: “O P. Jean Étienne (francês) morreu instantaneamente. Eu, gravemente ferido, fui levado pelos rebeldes para a mata onde caminhei 10 dias com eles antes de ser libertado e entregue ao povo. Levei uns meses a convalescer”. Mas o fogo missionário não o abandonou e, contra tudo e contra todos, depois dum tempo na Irlanda, voltou para Angola, tendo sido nomeado para trabalhar na formação espiritana no Huambo. Foi lá que o encontrei em 1990…
Sobre este desafiante tempo no Huambo, o P. John partilha: “a guerra continuava a afetar muito a vida das pessoas. Foi um privilégio acompanhar jovens que queriam ser missionários a crescer em conhecimento e fidelidade”.
D. Francisco Viti, Arcebispo do Huambo, nomeou o P. John como Vigário Episcopal para os Religiosos. Porém aguardava-o o momento mais marcante da sua missão no Huambo: “A minha missão terminou com a visita do Papa João Paulo II em 1992”… pois nesse ano seria nomeado Mestre de Noviços dos Espiritanos na Europa, um Noviciado Internacional a funcionar em Dublin. Ali esteve até 2000, ano jubilar que marca outra grande mudança na sua geografia missionária: foi nomeado para Moçambique!
De Moçambique a Roma
O P. John confessa que o seu desejo mais profundo era de regressar a Angola, mas o Superior Geral pediu-lhe para reforçar o Grupo de Moçambique, muito jovem, a precisar de um confrade mais maduro. Aceitou, fez as malas e partiu rumo ao Chimoio, na fronteira do Zimbabué. Explica: “A Paróquia-Missão de Inhazónia era muito grande geograficamente, englobando quatro distritos: Báruè, Macossa, Guro e Tambara. Passei quatro anos muito interessantes, com vários desafios, várias línguas, grandes distâncias, diversidade de povos, capelas a precisar de reconstrução”.
Mas o futuro a Deus pertence. Ele foi convidado a ser tradutor no Capítulo Geral realizado na Torre d’Aguilha (Cascais) e foi eleito Conselheiro Geral. Assim, mudou-se para Roma, onde exerceu esta nova missão, à escala do planeta, de 2004 a 2012.
Confessa: “Aqueles 8 anos, que no princípio me davam a impressão de que iam ser intermináveis, acabaram rapidamente. Uma das coisas que notei durante as muitas visitas realizadas por esse mundo fora, foi que os Espiritanos trabalham muito e, em geral, são próximos do povo e acessíveis. Foi mais uma experiência encantadora”.
Logo que terminou o mandato em Roma, regressou a Moçambique em 2013: “voltei de novo para Inhazónia, onde permaneci até hoje”.
Jubileu de Ouro
Os 50 anos de Sacerdócio foram celebrados em três frentes. Tudo começou na Irlanda, seu país natal, juntamente com os padres que foram ordenados no mesmo dia. Depois, foi até à sua Missão de Inhazónia onde o povo preparou uma grande festa. Finalmente, a Assembleia dos Espiritanos em Moçambique, reunida no Seminário de S. Agostinho, na Matola, surpreendeu-o com uma Missa solene onde ele pôde contar a sua já longa história missionária.
Gostava – confessou – de celebrar também em Angola e em Roma, onde a sua Missão escreveu páginas marcantes da sua vida missionária. Apesar da idade e das marcas que a guerra lhe imprimiu nas costas, continua forte e decidido a dar-se até ao fim.
Tony Neves, na Matola – Moçambique
Em Parceria com a Missão PRESS (mensalmente no dia 30)
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