Algarve is below the national average in access to a family doctorPhoto by Guilherme Queirós on Pexels
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Algarve is below the national average in access to a family doctor

Postal do Algarve29 August 2026 at 10:43

The Algarve region has a family doctor coverage rate of 80%, the second lowest in the country, only above Lisbon and Vale do Tejo, which has only 74%. Nationally, 87% of eligible users have an assigned family doctor, corresponding to 9.2 million people, while 1.36 million continue to wait. The North region leads with 98% coverage, followed by the Centre with 95% and Alentejo with 83%.

The Central Administration of the Health System concluded in recent weeks a reorganization of 19.3 million records in the National User Registry, a structural reform planned since 2017. This reorganization makes it possible to distinguish between users effectively enrolled in primary healthcare and other situations, such as tourists or visitors who occasionally used the NHS. Of those enrolled, 169,844 did not meet the conditions for family doctor assignment, including citizens without residence permits and people without contact with the NHS in the last five years.

In the 40 days following the first count using the new model, the system recorded an additional 104,453 users with an assigned family doctor, representing a one percentage point increase in coverage. This progress resulted from new enrolments, record updates, and the latest recruitment round for family doctors, in which 273 of the 711 vacancies for General and Family Medicine were filled.

ACSS warned that family doctor assignment and medication co-payment depend on updating data in the National User Registry, calling on users to verify and update their information at any health centre or NHS hospital. From 31 August, the NHS Transparency Portal will provide new indicators on enrolled users and their eligibility for a family doctor.

Com 80% dos utentes elegíveis abrangidos por médico de família, o Algarve apresenta a segunda taxa de cobertura mais baixa do país, ficando apenas acima de Lisboa e Vale do Tejo, de acordo com os novos dados do Serviço Nacional de Saúde.

A nível nacional, estavam inscritos nos cuidados de saúde primários 10.769.099 utentes em 24 de agosto, dos quais 10.599.255 reuniam as condições necessárias para a atribuição de médico de família.

Entre os utentes elegíveis, 9.234.694 já tinham médico atribuído, o equivalente a uma taxa de cobertura de 87%, enquanto 1.364.561 continuavam à espera.

Os números foram divulgados pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), após a conclusão da classificação dos registos existentes no Registo Nacional de Utentes.

Algarve apenas supera Lisboa e Vale do Tejo

A região Norte apresentava a maior taxa de cobertura de médico de família, com 98%, seguindo-se o Centro, com 95%, e o Alentejo, com 83%.

O Algarve surgia depois, com 80%, enquanto Lisboa e Vale do Tejo registava a situação mais desfavorável, com apenas 74% dos utentes elegíveis abrangidos. Nesta última região, 1.009.185 inscritos aguardavam médico de família.

Para a ACSS, esta análise territorial permite “identificar os territórios com maiores necessidades e apoiar o planeamento da contratação e distribuição de médicos de Medicina Geral e Familiar”.

SNS reorganiza 19,3 milhões de registos

A ACSS concluiu nas últimas semanas uma “reforma estrutural prevista desde 2017”, destinada a fornecer informação mais rigorosa sobre as pessoas inscritas nos cuidados de saúde primários e aquelas que reúnem as condições para receber médico de família.

Os 19,3 milhões de registos existentes no Registo Nacional de Utentes passaram a estar organizados em diferentes tipologias, permitindo aproximar a informação administrativa da situação real de cada pessoa.

Esta reorganização pretende também ajudar o SNS a distribuir os recursos disponíveis de forma mais eficiente, de acordo com as necessidades da população.

A diferença entre os quase 20 milhões de registos existentes e os 10,77 milhões de utentes efetivamente inscritos resulta, entre outras situações, da existência de turistas ou visitantes que recorreram pontualmente ao SNS, mas não são beneficiários permanentes do sistema.

Quase 170 mil inscritos não são elegíveis

Dos utentes inscritos nos cuidados de saúde primários, 169.844 não reuniam as condições para atribuição de médico de família.

Este universo inclui cidadãos sem título de residente, pessoas que não beneficiaram de cuidados prestados pelo SNS nos últimos cinco anos e 9.641 utentes que manifestaram a opção de não ter médico de família.

Os inscritos sem qualquer contacto com o SNS durante mais de cinco anos deixam de ocupar vagas, embora sejam salvaguardadas as situações em que integram agregados familiares com utilizadores regulares do serviço.

Os portugueses residentes no estrangeiro, classificados como tendo um “registo atualizado não residente”, mantêm o direito de acesso ao SNS e a respetiva cobertura financeira.

Os cuidados podem, contudo, ser faturados ao país de residência ao abrigo dos acordos internacionais em vigor, nomeadamente quando o utente dispõe de Cartão Europeu de Seguro de Doença.

Mais 104 mil utentes receberam médico em 40 dias

A contagem anterior através do novo modelo tinha sido realizada em 14 de julho. Nos 40 dias seguintes, o sistema registou mais 38.768 inscritos e um aumento de 104.453 utentes com médico de família atribuído, correspondente a uma subida de um ponto percentual na cobertura.

Segundo a ACSS, esta evolução resulta de vários movimentos simultâneos, entre os quais novas inscrições, atualização de registos, alterações da condição de residência, novos contactos com o SNS e atribuição de médicos nas vagas disponíveis.

A variação inclui também o efeito do último concurso para médicos de família, no qual foram preenchidas 273 das 711 vagas abertas para Medicina Geral e Familiar.

Utentes devem atualizar dados no registo nacional

A ACSS recordou que a atribuição de médico de família e a comparticipação de medicamentos e exames pelo SNS dependem da atualização dos dados obrigatórios no Registo Nacional de Utentes.

“Se um utente verificar que o seu registo contém dados em falta, basta dirigir-se presencialmente a qualquer centro de saúde ou hospital do SNS e fornecer os elementos necessários à sua atualização”, explicou a administração, acrescentando que a alteração é imediata.

A partir de 31 de agosto, o Portal da Transparência do SNS passará a disponibilizar dois novos conjuntos de indicadores, atualizados mensalmente e acompanhados por infografias.

Um dos indicadores permitirá consultar os inscritos no Registo Nacional de Utentes por período de referência, tipologia de registo, região, Unidade Local de Saúde, nacionalidade e grupo etário.

O segundo apresentará os inscritos nos cuidados de saúde primários e a respetiva elegibilidade para atribuição de médico de família, com dados distribuídos por região, idade e nacionalidade.

“A publicação separada destes universos assegura maior transparência e rigor na leitura dos números, evitando que o total de registos do RNU seja confundido com o número de residentes em Portugal, com a população inscrita nos cuidados de saúde primários ou com o universo que aguarda médico de família”, sublinhou a ACSS.

A entidade alertou ainda que a separação estatística entre cidadãos portugueses e estrangeiros não permite, por si só, estabelecer relações de causalidade ou concluir que existe tratamento diferenciado no acesso aos cuidados de saúde.

Leia também: Governo muda regra dos medicamentos gratuitos para estes pensionistas a partir desta data

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