Switzerland faces a severe shortage of workers in the construction sector, from unqualified workers to skilled professionals and site supervisors. The shortage is due to the aging workforce, the retirement of professionals and the difficulty in finding replacements, as many young Swiss people prefer to work in sectors such as technology, engineering, administration and the pharmaceutical industry. Companies are turning to foreign professionals, including Portuguese workers.
Minimum salaries for 2026 in the construction sector range between 4,747 and 4,885 Swiss francs for unqualified workers, and can exceed 6,700 francs for supervisors. At the current exchange rate, these values correspond to a range of approximately €5,070 to €7,160 gross per month. Workers receive 13 annual payments and the average remuneration is 6,282 francs per month, approximately €6,700.
The Portuguese community in Switzerland is one of the largest abroad, with 258,139 people with Portuguese nationality in 2025, representing 8.6% of the country's foreign population. In 2025 alone, 11,420 Portuguese people entered Switzerland. Portuguese citizens benefit from the Agreement on the Free Movement of Persons with Switzerland, which allows simpler access to the Swiss labour market, subject to the presentation of a valid work contract.
The required language depends on the canton, with German predominant in most of the country, French in regions such as Geneva and Vaud, and Italian in Ticino. Although not all positions require higher education, professional experience, technical qualifications and proficiency in the local language influence the salary and category assigned. The high salaries must be weighed against the cost of living in Switzerland, which includes significant expenses in housing, health insurance, taxes and social contributions.
O envelhecimento dos profissionais e a dificuldade em atrair jovens estão a deixar várias empresas sem mão de obra suficiente na Suíça. As funções são exigentes, mas as remunerações previstas para trabalhadores no terreno encontram-se entre as mais elevadas da Europa.
Na Suíça, o setor da construção enfrenta falta de trabalhadores, desde operários sem formação específica até profissionais qualificados e encarregados de obra. A situação poderá representar uma oportunidade para portugueses, que beneficiam das regras de livre circulação aplicadas aos cidadãos da União Europeia, de acordo com o jornal digital espanhol Noticias Trabajo.
Os salários mínimos definidos para 2026 começam perto dos 4.750 francos suíços por mês e podem ultrapassar os 6.700 francos nas categorias com maior responsabilidade. À taxa de referência atual, os valores correspondem aproximadamente a um intervalo entre 5.070 e 7.160 euros brutos mensais.
Construção está entre os setores com falta de trabalhadores
A rede europeia EURES identifica a construção como uma das áreas com falta de profissionais na Suíça. Eletricistas, canalizadores, carpinteiros e trabalhadores de obras estão entre os perfis com maior procura em várias regiões do país.
Esta escassez está relacionada com o envelhecimento da mão de obra, a saída de profissionais para a reforma e a dificuldade em encontrar substitutos. Muitos jovens suíços procuram emprego em setores como as novas tecnologias, a engenharia, a administração e a indústria farmacêutica.
Ao mesmo tempo, a construção de habitação e os projetos de renovação das infraestruturas mantêm a necessidade de trabalhadores. As empresas recorrem, por isso, a profissionais estrangeiros provenientes de países como Portugal, Espanha, Itália e Alemanha.
Salários começam acima dos 5.000 euros
A Suíça não possui um salário mínimo nacional único, mas existem valores obrigatórios definidos através de convenções coletivas. Na construção principal, a remuneração depende da categoria profissional e da zona onde o trabalho é realizado.
Segundo a tabela salarial para 2026 da Sociedade Suíça de Empresários Construtores, um trabalhador sem conhecimentos profissionais específicos deve receber entre 4.747 e 4.885 francos suíços brutos por mês. A conversão corresponde a cerca de 5.070 a 5.220 euros, de acordo com a fonte anteriormente citada.
Um trabalhador com conhecimentos profissionais recebe entre 5.184 e 5.458 francos, enquanto os profissionais qualificados podem alcançar 5.988 francos. Para os encarregados, os salários mínimos variam entre 6.179 e 6.702 francos, o equivalente a aproximadamente 6.600 a 7.160 euros.
Os valores em euros foram calculados com base na taxa de referência do Banco Central Europeu de 28 de agosto e podem mudar consoante a cotação do franco suíço.
Remuneração é paga 13 vezes por ano
A Sociedade Suíça de Empresários Construtores indica que os trabalhadores abrangidos pela convenção recebem 13 pagamentos anuais. Podem ainda existir suplementos e compensações para refeições, dependendo das condições acordadas.
Em 2026, a remuneração média dos trabalhadores abrangidos pela convenção coletiva situa-se nos 6.282 francos por mês, cerca de 6.700 euros à taxa de câmbio atual. O rendimento médio anual aproxima-se dos 82 mil francos suíços, segundo a informação publicada pela associação empresarial.
Estes montantes são brutos. Ao salário terão de ser descontados impostos e contribuições, cujos valores variam de acordo com o cantão, o rendimento e a situação pessoal do trabalhador, refere a fonte anteriormente citada.
Mais de 258 mil portugueses vivem na Suíça
A Suíça possui uma das maiores comunidades portuguesas no estrangeiro. De acordo com os dados do Office Fédéral de la Statistique, reunidos pelo Observatório da Emigração, residiam no país 258.139 pessoas com nacionalidade portuguesa em 2025.
Dentro deste total, cerca de 202.800 residentes tinham nascido em Portugal. Os portugueses representavam 8,6% da população estrangeira e 2,8% do conjunto de habitantes da Suíça.
Só em 2025 entraram no país 11.420 portugueses. O número representa uma descida de 7,8% face às 12.388 entradas registadas no ano anterior, mas confirma a Suíça como um dos principais destinos da emigração portuguesa.
Portugueses beneficiam da livre circulação
Embora não pertença à União Europeia, a Suíça mantém um Acordo sobre a Livre Circulação de Pessoas com os Estados-membros. Isto permite aos portugueses acederem ao mercado de trabalho suíço em condições mais simples do que os cidadãos provenientes de países terceiros.
Segundo a Secretaria de Estado das Migrações da Suíça, é necessário possuir um contrato de trabalho válido. Para permanecer no país, o trabalhador deve registar-se no município onde vai residir no prazo de 14 dias após a chegada e antes de começar a trabalhar.
Os contratos entre três e 12 meses dão acesso à autorização L. Já a autorização B destina-se, em regra, a contratos com uma duração mínima de 12 meses ou sem termo e é válida durante cinco anos. Nos empregos até três meses não é exigida uma autorização de residência, mas o empregador tem de comunicar previamente a contratação às autoridades suíças, de acordo com o Noticias Trabajo.
Idioma e custo de vida devem ser considerados
A língua necessária depende do cantão. O alemão predomina em grande parte do país, o francês é utilizado em regiões como Genebra, Vaud e Neuchâtel e o italiano tem maior presença no Ticino. Na construção, compreender instruções e regras de segurança é particularmente importante.
Nem todas as vagas exigem formação superior, mas a experiência profissional, as qualificações técnicas e o domínio da língua local influenciam o salário e a categoria atribuída. Algumas profissões especializadas também podem exigir o reconhecimento das qualificações.
Os salários elevados devem ser comparados com o custo de vida. A EURES destaca a habitação, o seguro de saúde, os impostos e as contribuições sociais entre as principais despesas das famílias suíças.
As ofertas podem ser consultadas através da EURES, dos serviços cantonais de emprego e das empresas de recrutamento autorizadas. Antes da mudança, importa confirmar por escrito o salário bruto, o horário, a duração do contrato, o alojamento e os descontos aplicados à remuneração.
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