Os seis municípios que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado manifestaram apoio político inequívoco ao processo de convergência territorial que visa a criação de uma futura Área Metropolitana do Minho, abrangendo os territórios do Cávado, Ave e Alto Minho. Em comunicado, a CIM refere que este apoio parte do reconhecimento de que as regiões desempenham um papel essencial na concretização dos objetivos de desenvolvimento sustentável e na construção de um futuro mais próspero para as comunidades.
O presidente do Conselho Intermunicipal da CIM Cávado, Mário Constantino, afirmou que o Minho já existe como realidade económica, social, cultural e humana, mas que é necessário transformar essa realidade numa força política e institucional. Sublinhou que a união entre os três territórios não significa apagar identidades ou especificidades, mas sim somar forças, ganhar escala e construir uma voz mais forte para defender os interesses das populações e empresas.
A CIM destaca que o território minhoto é uma das regiões que mais riqueza gera para o país, com um Produto Interno Bruto por habitante de 23,1%, sendo o principal território exportador nacional com uma intensidade exportadora de 49,8% e mantendo uma taxa de desemprego reduzida de cerca de 7%. A comunidade considera que a criação de uma estrutura de escala superior permitirá potenciar sinergias, reforçar a capacidade de atração de investimento e afirmar o Minho como território de inovação e competitividade.
A CIM Cávado sustenta que a futura Área Metropolitana do Minho deverá resultar de um processo participado, assente na vontade dos municípios e na capacidade de articulação entre os diferentes territórios e instituições da região. Mário Constantino acrescento que o objetivo é construir um salto de escala que permita ao Minho ter uma capacidade de negociação e influência muito superior à que cada território consegue alcançar isoladamente.




