O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), José Apolinário, defendeu a criação de um capítulo regional no próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia, para o período 2028-2034, durante um workshop promovido pelo PLANAPP em parceria com a CCDR Algarve, que decorreu na Universidade do Algarve e reuniu representantes da academia, empresas e do ecossistema regional de investigação e inovação. Apolinário sustentou que o futuro da política de coesão europeia não pode ser construído apenas com programas nacionais, devendo envolver de forma efetiva as regiões, municípios, universidades, empresas e organizações da sociedade civil.
Uma das principais metas apresentadas pelo presidente da CCDR Algarve é elevar o investimento anual em investigação e desenvolvimento na região para mais de 80 milhões de euros, principalmente através de um maior envolvimento empresarial. Nos últimos dez anos, o Algarve registou um investimento anual em I&D entre 45 e 50 milhões de euros, tendo este valor aumentado nos últimos três anos para 62 a 64 milhões de euros. Apolinário defendeu ainda uma maior aproximação entre universidades, centros de investigação, empresas e municípios, de forma a traduzir o investimento em novos produtos, serviços, emprego qualificado e maior capacidade de inovação.
A CCDR Algarve apresentou também a reivindicação de alteração do mapa de auxílios de Estado, pretendendo aumentar a proporção da área algarvia abrangida pela categoria c) dos auxílios regionais de aproximadamente 1% para 1,5% da população residente em Portugal no período 2028-2034. Segundo José Apolinário, esta revisão permitiria aumentar as subvenções a fundo perdido, apoiar novas empresas e a modernização das existentes, estimular o investimento privado em I&D e criar emprego qualificado na região.
A diversificação económica foi outro dos desafios apontados por José Apolinário, que reconhece a necessidade de aumentar o peso de atividades económicas de maior valor acrescentado para além do turismo. Entre os setores considerados estratégicos pela CCDR Algarve surgem a economia do mar, saúde, tecnologias e digitalização, recursos endógenos, agroindústria e indústrias culturais e criativas. O presidente da CCDR Algarve defendeu ainda mais financiamento para projetos com níveis avançados de maturidade tecnológica, permitindo testar e aplicar soluções em áreas como eficiência hídrica, energias renováveis, agricultura e mobilidade.




