Tudo começou com um grupo de cidadãos que pretendia alargar até aos seis meses a licença parental, e nesta quarta-feira, 16 de setembro, o Parlamento vote na especialidade esta medida. Várias forças políticas apresentaram as suas propostas para o alargamento da licença parental.
O PSD propõe a exclusão das famílias monoparentais do alargamento da licença parental inicial para seis meses, estabelecendo para o pai uma licença de 28 dias a gozar nos 42 dias seguintes ao nascimento. O Chega avança com uma proposta de licença parental inicial para o pai e mãe de até 240 dias, defendendo que o pai seja obrigado a gozar 60 dias consecutivos logo após o nascimento.
O PS propõe o alargamento da licença parental inicial para 150 dias pagos a 100% do rendimento, podendo estender-se até aos 180 dias também com remuneração total, desde que o tempo seja partilhado entre os dois progenitores. O Livre entende que a licença deve aumentar para 180 ou 210 dias consecutivos, com os primeiros 180 dias pagos a 100%, independentemente de serem repartidos entre progenitores.
A Iniciativa Liberal pretende que as famílias possam beneficiar de até oito meses de licença, pagos a 100% quando o pai gozar os dois meses adicionais, garantindo também proteção às famílias monoparentais. O BE propõe que a partilha entre progenitores não tenha de ocorrer nos primeiros seis meses, podendo a licença chegar aos oito meses com partilha igualitária. Já o PCP sugere alargar a licença parental para 210 dias consecutivos, com 180 dias exclusivos para a mãe e 30 dias para o pai.




