As direções dos três sindicatos bancários afetos à UGT vão reunir-se de urgência para decidir que medidas tomar após o Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC) ter anunciado o encerramento das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para 2026. Estão envolvidos o MAIS (Sindicato do Sector Financeiro), o SBN (Sindicato dos Trabalhadores do Sector Financeiro de Portugal) e o SBC (Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias).
Em comunicado emitido esta segunda-feira, 14 de setembro, os sindicatos revelaram que, na reunião de 11 de setembro, as Instituições de Crédito informaram que não alterariam a sua proposta de 2% de aumentos salariais para 2026. Os sindicatos tinham apresentado as suas propostas de revisão salarial e de clausulado no verão de 2025, tendo sido inicialmente confrontados com contrapropostas de 1,5%, que subiram para 2% em fevereiro e se mantiveram inalteradas desde maio.
Segundo as estruturas sindicais, a manutenção da proposta nos 2% é insuficiente e traduz-se numa nova perda de poder de compra, tendo em conta as previsões do Banco de Portugal de junho, que apontavam para uma taxa de inflação média de 3,1% no final do ano, agravada pela subida contínua dos preços do petróleo.
Os sindicatos acusam as instituições de demonstrarem total falta de consideração e respeito pelos bancários ativos e reformados, sublinhando o contraste entre a proposta salarial e os resultados historicamente elevados, com lucros de muitos milhões de euros, bem como a distribuição de dividendos e remunerações das administrações. Perante o encerramento unilateral do processo negocial, as direções anunciarão aos associados as ações a desenvolver em resposta à decisão da banca.




