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CVRA acusa Estado de falhar controlo do vinho importado: «Em nome de quem e porquê?»Foto de leohau no Pexels
Negócios

CVRA acusa Estado de falhar controlo do vinho importado: «Em nome de quem e porquê?»

Alentrium14 de setembro de 2026 às 17:28

O presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana, Luís Sequeira, acusou o Estado português de não assegurar um controlo eficaz sobre o vinho importado a granel, apontando uma diferença acumulada de cerca de 690 milhões de litros ao longo de sete anos entre os dados de importação registados pelo INE e os volumes identificados pelo Instituto da Vinha e do Vinho como introduzidos no consumo. Esta discrepância representa aproximadamente 100 milhões de litros por ano, o que para o responsável demonstra a existência de um problema sério de controlo no setor vitivinícola nacional.

A análise foi já apresentada ao ministro da Agricultura pela CVRA, tendo conclusões semelhantes sido transmitidas pela Confederation dos Agricultores de Portugal e por outras estruturas representativas do setor. Luís Sequeira salientou que a organização não se opõe à importação de vinho nem ao funcionamento do mercado europeu, mas exige a aplicação das mesmas regras a todos os operadores e a criação de mecanismos que permitam seguir o percurso do produto importado, defendendo que os produtores nacionais estão a ser prejudicados por uma concorrência desleal.

A solução proposta pela CVRA passa pela centralização obrigatória, no Sistema de Informação da Vinha e do Vinho, das contas-correntes dos operadores que importam ou comercializam vinho a granel, independentemente do país de origem. O modelo a aplicar seria o mesmo já utilizado com sucesso no controlo dos vinhos certificados, permitindo às comissões vitivinícolas regionais consultar previamente os registos de existências de cada operador e confrontá-los com os volumes encontrados durante as ações de fiscalização.

Luís Sequeira questionou diretamente a resistência do Estado à adoção das medidas propostas, considerando particularmente significativo que seja o próprio setor vitivinícola a reclamar mais fiscalização e regulação. O responsável manifestou-se disponível para que os serviços da CVRA colaborem no terreno, salientando que a medida não representa custos adicionais significativos e pode ser executada de imediato, e que o vinho é um setor com um potencial enorme para a economia portuguesa que não pode ser colocado em risco pela ausência de controlo.

Porque é que isto importa

Os produtores de vinho alentejanos e portugueses enfrentam uma concorrência potencialmente desleal de vinho importado, principalmente de Espanha, sem que o Estado fiscalize adequadamente os volumes que entram no mercado. A solução proposta pela CVRA é de custo reduzido e imediata, mas o Governo ainda não a implementou, deixando os agricultores sem proteção face a uma discrepância anual de cerca de 100 milhões de litros que não são rastreados. Esta situação afeta diretamente o rendimento de milhares de viticultores e a competitividade do setor vitivinícola nacional.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Alentrium a 14 de setembro de 2026 às 17:28; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Negócios. Nesta secção temos atualmente 22692 artigos.

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