Deflação em agosto aumenta apostas em mais uma redução da taxa básica de juros na semana que vemFoto de Irina_kukuts no Pexels
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Deflação em agosto aumenta apostas em mais uma redução da taxa básica de juros na semana que vem

oglobo12 de setembro de 2026 às 04:00

O IPCA, índice oficial de inflação do Brasil, recuou 0,32% em agosto, registrando a maior deflação mensal em quatro anos, desde agosto de 2022. O resultado superou as expectativas do mercado, que previa queda de 0,28%. O IBGE informou que o recuo foi impulsionado principalmente por um desconto pontual na conta de luz e pela queda de 0,34% no grupo de alimentação e bebidas, que acumulo três meses consecutivos de baixa.

Os dados reforçaram as condições para o Banco Central promover mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14% ao ano, na reunião da próxima semana do Comitê de Política Monetária (Copom). A ausência de novas pressões inflacionárias no período analisado criou um ambiente favorável para a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário.

Economistas ouvidos pela reportagem alertam, contudo, que o horizonte à frente não é desprovido de desafios. Entre os principais riscos no radar, destacam-se os efeitos do fenômeno climático El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico, que pode impactar a produção agrícola e, consequentemente, os preços de alimentos no país.

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