O IPCA, índice oficial de inflação do Brasil, recuou 0,32% em agosto, registrando a maior deflação mensal em quatro anos, desde agosto de 2022. O resultado superou as expectativas do mercado, que previa queda de 0,28%. O IBGE informou que o recuo foi impulsionado principalmente por um desconto pontual na conta de luz e pela queda de 0,34% no grupo de alimentação e bebidas, que acumulo três meses consecutivos de baixa.
Os dados reforçaram as condições para o Banco Central promover mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14% ao ano, na reunião da próxima semana do Comitê de Política Monetária (Copom). A ausência de novas pressões inflacionárias no período analisado criou um ambiente favorável para a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário.
Economistas ouvidos pela reportagem alertam, contudo, que o horizonte à frente não é desprovido de desafios. Entre os principais riscos no radar, destacam-se os efeitos do fenômeno climático El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico, que pode impactar a produção agrícola e, consequentemente, os preços de alimentos no país.




