A recente implementação de controlo biométrico no SESARAM (Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira) contempla isenções para certas especialidades médicas, incluindo cirurgia plástica e dermatologia. O autor do artigo afirma que alguns médicos nem sequer fizeram o registo biométrico e continuam a gozar de tratamento diferenciado em relação aos horários.
O artigo denuncia que enquanto os funcionários das áreas de MCDT, enfermeiros, assistentes operacionais e administrativos são fiscalizados de forma rigorosa pelas chefias, muitos médicos chegam ao hospital às 9 horas e saem às 11, sem cumprir as 40 horas semanais. Serviços como gastroenterologia, cirurgia geral, vascular, pediátrica e ortopédica, neonatologia e pediatria são mencionados como exemplos desta situação.
O autor considera que esta situação está a causar danos à instituição há anos e critica a gestão do Conselho de Administração. Menciona ainda a existência de pagamentos elevados em trabalho extraordinário e PERACS para médicos que não cumprem o horário base, e questiona as razões para as longas listas de espera, como as de cirurgia.
O texto alerta para a injustiça do tratamento diferenciado e adverte que, se esta situação continuar, outros funcionários poderão começar a cumprir apenas o mínimo, referindo-se também às próximas legislativas e ao partido CHEGA.




