Casos de violência doméstica contra brasileiras nos EUA sobem 65% em um anoFoto de Emilio Pedral no Pexels
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Casos de violência doméstica contra brasileiras nos EUA sobem 65% em um ano

Nossa Gente3 de setembro de 2026 às 14:08

Um novo levantamento do Mapa Nacional da Violência de Gênero, iniciativa do Senado Federal em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, revela que os Estados Unidos registraram mais casos de violência doméstica e de gênero contra mulheres brasileiras do que qualquer outra nação do mundo em 2024. Foram 397 ocorrências registradas pela rede consular brasileira no país, um salto de 65% em relação aos 240 casos de 2023, colocando os EUA à frente da Bolívia (258 casos), Itália (153), Portugal (144), Reino Unido (102), Espanha (79), Irlanda (65) e Bélgica (43).

Os 397 casos norte-americanos correspondem à quase totalidade dos 412 registros em toda a América do Norte, região que ocupa a segunda posição entre os continentes, atrás apenas da Europa, que lidera com 730 casos, o equivalente a quase um terço de todo o volume registrado pela rede consular brasileira no mundo. Ao todo, os consulados brasileiros registraram 1.631 casos de violência doméstica e de gênero contra mulheres brasileiras no exterior em 2024, um aumento de 4,8% em relação aos 1.556 casos de 2023.

O levantamento também destaca os Estados Unidos em outro indicador sensível: o país aparece em segundo lugar no número de disputas de guarda de filhos envolvendo brasileiras no exterior, com 94 casos, atrás apenas da Alemanha, que teve 220 registros. O Mapa observa que o crescimento nos registros não significa necessariamente que a violência tenha aumentado na mesma proporção, podendo também refletir uma maior confiança das vítimas para buscar ajuda diretamente junto aos consulados.

A plataforma é mantida pelo Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal, em parceria com o Instituto Avon e a organização Gênero e Número, reunindo dados de diferentes bases oficiais, incluindo Saúde, Justiça, Segurança Pública e pesquisas do próprio Senado. Desde o fim de 2024, o painel passou a incorporar também os dados sobre violência contra brasileiras no exterior, compilados pelo Itamaraty a partir das informações fornecidas pela rede consular brasileira em todo o mundo.

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