Cuidar da saúde ou cuidarem-nos da saúde? Eis a questãoFoto de Yuri Adriel no Pexels
Mundo

Cuidar da saúde ou cuidarem-nos da saúde? Eis a questão

Jornal Económico4 de setembro de 2026 às 00:11

Recentemente, numa reunião com profissionais do setor da saúde, surgiu a pergunta sobre qual é hoje o maior problema da saúde em Portugal. Durante anos, a resposta parecia óbvia: as listas de espera do SNS, as dificuldades de acesso e as urgências congestionadas. No entanto, algo mudou. Hoje, os mesmos problemas começam a refletir-se também no setor privado, com consultas que demoram meses, especialidades com capacidade esgotada e dificuldade crescente em encontrar resposta rápida mesmo para quem dispõe de seguro de saúde.

A situação levanta uma questão desconfortável. Se até profissionais de saúde e gestores hospitalares enfrentam dificuldades de acesso, será que o problema se resume à falta de médicos? Em teoria, Portugal não apresenta uma escassez de médicos quando comparado com muitos países europeus. A resposta merece uma reflexão mais profunda: talvez o problema resida na organização dos recursos disponíveis, com profissionais altamente qualificados a dedicar tempo excessivo a tarefas administrativas e burocráticas.

O artigo aponta também para a necessidade de discutir o comportamento dos próprios utilizadores. Assistimos a uma democratização extraordinária do acesso aos cuidados de saúde privados, o que é positivo, mas também a um fenómeno curioso: quando algo se torna mais acessível, tende a ser mais utilizado, nem sempre por necessidade. Os exemplos incluem recorrer a urgências para obter documentos administrativos, solicitar consultas domiciliárias para situações ligeiras ou procurar várias opiniões médicas sem necessidade clínica evidente.

O desafio torna-se ainda mais complexo devido a tendências estruturais: vivemos mais anos, temos mais doenças crónicas, expectativas mais elevadas e menos tolerância à incerteza. A autora conclui que precisamos de melhor gestão, mais literacia em saúde, uso mais eficiente dos profissionais e maior responsabilidade individual. A prevenção permanece a melhor estratégia, pois os hospitais são fundamentais mas ninguém deseja realmente precisar deles.

Notícias relacionadas

Mundo

O contrato intergeracional

O artigo aborda a importância do diálogo intergeracional numa sociedade em profunda transformação, defendendo uma abordagem aberta e colaborativa entre gerações para enfrentar os novos desafios e encontrar soluções para os problemas contemporâneos. Sublinha que este processo deve resultar da união entre os mais jovens e os menos jovens, não podendo ser imposto por decreto.

SAPO Notícias04/09/26, 00:32
Mundo

Buckingham em alerta máximo

O Palácio de Buckingham está em estado de alerta máximo devido a uma disputa envolvendo o príncipe Harry e Meghan Markle. O casal Sussex parece estar disposto a tomar medidas extremas relacionadas a questões financeiras, preferindo enfrentar situações adversas a abrir mão de seu dinheiro. A tensão entre o casal e a família real britânica continua a escalar, mantendo a instituição real em vigilante.

Correio da Manhã04/09/26, 00:30
Mundo

JD Vance confirma que EUA estão a investigar ataque a casamento no Irão que matou várias pessoas

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, confirmou que os EUA estão a investigar o ataque aéreo que terá atingido uma festa de casamento na cidade de Sirik, no Irão, causando várias mortes. Vance não especificou quais seriam as ações norte-americanas caso a informação seja confirmada como verdadeira. O Irão afirma que o ataque atingiu civis durante uma celebração matrimonial.

SIC Notícias04/09/26, 00:23
A ética do desenrascanço
Mundo

A ética do desenrascanço

O artigo explora a diferença entre ética e lei, definindo ética como o conjunto de valores e princípios que orientam comportamentos humanos, e lei como o conjunto de normas que permitem a vida em sociedade. O texto destaca que, embora relacionadas, estas duas dimensões nem sempre se alinham, levantando questões sobre a tensão entre o que é moralmente correto e o que é legalmente permitido.

SAPO Notícias04/09/26, 00:17