A Comissão Europeia aprovou o pedido da Ucrânia para financiar mísseis intercetores Patriot através de fundos europeus, incluindo compras a fornecedores fora do bloco europeu. A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, anunciou através das redes sociais que o próximo desembolso será de 3,2 mil milhões de euros, valor que se soma aos 8,4 mil milhões já desembolsados no âmbito do Empréstimo de Apoio à Ucrânia para defesa aérea. Os empréstimos europeus estão normalmente condicionados à compra de equipamento na Europa, mas estão previstas exceções quando os mesmos não estão disponíveis no bloco em tempo útil.
O secretaryário-general da NATO, Mark Rutte, saudou o acordo alcançado pelos Estados-membros, salientando que nos últimos anos os Aliados da NATO canalizaram mais de 10 mil milhões de dólares para a Ukraine através do PURL e das Vendas Militares Estrangeiras dos EUA. Rutte afirmou que a NATO e a UE continuarão a trabalhar de mãos dadas no apoio à Ucrânia, considerando este acordo mais um exemplo do empenho europeu.
A Ucrânia apresentou o pedido a 3 de setembro, solicitando mais de 2 mil milhões de euros para os sistemas de interceção norte-americanos. O acordo era esperado para 11 de setembro, data em que a UE reuniu pela primeira vez a indústria europeia e ukrainiana de drones em Bruxelas para definir o calendário de desenvolvimento de drones e sistemas antidrones.
O presidente ukrainiano, Volodymyr Zelensky, reafirmou as dificuldades do país para intercetar mísseis balísticos russos. Segundo a Força Aérea ukrainiana, foram intercetados 31 dos 32 mísseis de cruzeiro lançados pela Rússia, mas deixou de divulgar o número de mísseis lançados por Moscovo em agosto devido à queda drástica nas taxas de interceção. Zelensky anunciou novas reuniões a partir de terça-feira com representantes de países e empresas que podem fornecer mísseis PAC-3 para os sistemas Patriot.




