Taraneh Rahimi confessou ter participado de protestos que varreram o Irã em janeiro para evitar que a irmã gêmea, Romina, fosse estuprada, como ameaçavam agentes na prisão onde as duas eram mantidas, contou a mãe delas, Marzieh Nourmohammadi, de 43 anos. As gêmeas foram torturadas por quatro meses após serem detidas. A violência foi tanta que as duas estavam irreconhecíveis para a mãe durante a audiência de sentença, ocasião em que ela soube que Taraneh seria condenada à morte após confessar ter participado das manifestações. Romina foi condenada a 25 anos de prisão.
A diferença entre as sentenças permanece um mistério para os familiares. Um primo das gêmeas, Masoud Nourmohammadi, que vive em Utah, nos Estados Unidos, disse ao jornal britânico "The Guardian" ter dificuldade em compreender qualquer atitude do regime iraniano. Segundo ele, as autoridades não seguem as próprias leis do país.
Masoud afirmou que existe um prazo legal de 18 dias para que os advogados apresentem recurso, mas que em muitos casos recentes de execução isso não aconteceu. "Eles simplesmente ignoram", completou o primo, criticando a arbitrariedade do sistema judicial iraniano nos casos relacionados aos protestos.




