Os medos de inflação continuam a pressionar as dívidas soberanas pelo segundo dia seguidoFoto de Daniel Dan no Pexels
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Os medos de inflação continuam a pressionar as dívidas soberanas pelo segundo dia seguido

Jornal Económico2 de setembro de 2026 às 13:22

As pressões sobre as dívidas soberanas continuam pelo segundo dia consecutivo, com vários países vendo seus títulos se aproximarem ou atingirem máximas de vários anos ou décadas. A renovação do conflito no Oriente Médio, que fez o preço do petróleo subir novamente, deve agravar a inflação e levar os bancos centrais ocidentais a novas altas das taxas diretoras, levando os investidores a venderem títulos soberanos.

Na Alemanha, as bunds de dez anos chegaram a 3,375% durante a manhã, uma nova máxima desde 2011. Os títulos japoneses de dez anos permaneceram acima dos 3% com 3,016%, depois de terem rompido essa barreira pela primeira vez em 31 anos na terça-feira. Nos Estados Unidos, os títulos do Tesouro de dez anos permaneceram acima de 4,8%, enquanto as gilts britânicas de dez anos renovaram máximas de 2008 com 5,294%.

Em Portugal, os títulos de dez anos chegaram a 3,747%, estabelecendo novas máximas desde 2023. Em outras durações houve altas ainda mais significativas: os títulos de quatro anos subiram 4,5 pontos base até 3,186%, enquanto a seis anos a alta foi de 4,1 pontos base para 3,348%. Os títulos de 20 anos acrescentaram 2,4 pontos base até 4,252%.

Ao contrário da maioria das economias ocidentais, Portugal se beneficia da redução da dívida e correção orçamental dos últimos anos, que conferem maior confiança aos investidores. A nova troca de fogo entre americanos e iranianos no Estreito de Ormuz faz prever uma nova onda inflacionária, o que deve garantir novas altas de juros na zona do euro, nos EUA e no Reino Unido, agravando os custos de países já altamente alavancados.

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