De Évora a Sines: Alentejo abre três novas variantes e duplica trecho do IP8Foto de Magali Guimarães no Pexels
Negócios
Инвестиции
SetúbalÉvora

De Évora a Sines: Alentejo abre três novas variantes e duplica trecho do IP8

Alentrium2 de setembro de 2026 às 12:37

O Alentejo concentra quatro das cinco últimas grandes intervenções rodoviárias concluídas pela Infraestruturas de Portugal no âmbito do Plano de Recuperação e Resili

Variante Nascente de Évora representa um investimento de 54,9 milhões de euros. Beringel e Figueira de Cavaleiros passam também a contar com novas variantes, enquanto o IP8 entre Sines e a A2 foi reforçado para duas vias em cada sentido. Quatro das cinco últimas grandes intervenções rodoviárias concluídas pela Infraestruturas de Portugal no âmbito do PRR ficam no Alentejo.

Alentejo concentra quatro das cinco últimas grandes intervenções rodoviárias concluídas pela Infraestruturas de Portugal no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com novas infraestruturas em Évora, Beringel e Figueira de Cavaleiros e o reforço do IP8 na ligação entre Sines e a A2.

Variante Nascente de Évora, que completa agora este conjunto de novas ligações na região, é também a empreitada rodoviária de maior valor executada pela Infraestruturas de Portugal no quadro do PRR, com uma adjudicação de 54,9 milhões de euros.

As restantes três intervenções alentejanas — Variante a Beringel, Variante de Figueira de Cavaleiros e duplicação do IP8 entre Relvas Verdes e Roncão — abriram à circulação no passado dia 31 de agosto.

Évora com nova ligação entre a A6 e o IP2

Com aproximadamente 12,8 quilómetros de nova estrada, a Variante Nascente de Évora estabelece uma alternativa ao atual IP2, ligando o Nó de Évora Nascente da A6/IP7 ao IP2, em São Manços.

O novo eixo rodoviário dispõe de duas faixas de rodagem, com duas vias em cada sentido, e inclui os nós de Vale de Figueiras e Fonte Boa do Degebe, assim como a Rotunda de Ligação à EN18.

Ao longo do traçado foram ainda executadas 13 obras de arte, entre passagens superiores, uma passagem agrícola e dois viadutos.

A infraestrutura foi concebida para desviar da zona urbana de Évora parte do tráfego de atravessamento, melhorar as acessibilidades às áreas industriais e reforçar as ligações da cidade ao IP2 e à A6.

Beringel ganha variante na ligação entre Ferreira do Alentejo e Beja

Mais a sul, a nova Variante a Beringel integra a beneficiação do IP8/EN121 entre Ferreira do Alentejo e Beja, numa intervenção que abrange cerca de 22,5 quilómetros e representa um investimento associado de 33,6 milhões de euros.

A empreitada incluiu a beneficiação estrutural do troço existente e das travessias urbanas, além da construção da nova variante.

O traçado desenvolve-se maioritariamente no corredor anteriormente definido para a Subconcessão do Baixo Alentejo e dispõe de duas vias em cada sentido, restabelecimentos desnivelados e ligações à atual rede rodoviária.

Com a entrada em funcionamento da variante, é criada uma nova solução para a circulação no eixo Ferreira do Alentejo–Beja, destinada a melhorar as condições de segurança e fluidez e a reduzir os tempos de percurso.

Figueira de Cavaleiros passa a ter alternativa ao atravessamento da localidade

Também no IP8, mas na EN259, ficou concluída a intervenção entre Santa Margarida do Sado e Ferreira do Alentejo, que inclui a nova Variante de Figueira de Cavaleiros.

A empreitada representa um investimento de adjudicação de 30,9 milhões de euros e incidiu sobre aproximadamente 22 quilómetros, desde o final da A26, em Santa Margarida do Sado, até Ferreira do Alentejo.

Além da beneficiação estrutural da estrada existente, a construção da variante cria uma alternativa à passagem do tráfego pelo interior de Figueira de Cavaleiros.

IP8 entre Sines e a A2 reforçado para duas vias em cada sentido

No Alentejo Litoral, abriu igualmente à circulação, no dia 31 de agosto, o troço do IP8 entre Relvas Verdes e Roncão, numa intervenção de cerca de 45 milhões de euros.

A obra abrange aproximadamente 15 quilómetros e permitiu duplicar o traçado existente, que passa a dispor de duas vias em cada sentido.

O aumento da capacidade desta ligação reforça as acessibilidades rodoviárias entre Sines e a A2, num eixo utilizado tanto pelo tráfego de passageiros como pelo transporte de mercadorias associado ao Porto de Sines.

Quatro das cinco últimas intervenções do PRR são no Alentejo

Évora, Beringel, Figueira de Cavaleiros e o troço Relvas Verdes–Roncão representam quatro das cinco últimas empreitadas destacadas pela Infraestruturas de Portugal no cumprimento das metas rodoviárias estabelecidas no PRR.

Fora do Alentejo, integra este conjunto a Variante à EN211, entre Quintã e Mesquinhata, no Norte do país.

As cinco empreitadas representam, em conjunto, um investimento próximo de 179 milhões de euros.

Com a conclusão destas intervenções, a Infraestruturas de Portugal atingiu 154 quilómetros de estradas construídas ou requalificadas no âmbito da meta rodoviária do PRR, superando os 111 quilómetros definidos como objetivo.

De acordo com os dados divulgados pela própria empresa, a Infraestruturas de Portugal recebeu já 508 milhões de euros de fundos da União Europeia para os investimentos do PRR sob a sua responsabilidade, valor correspondente a 94% do financiamento disponível.

O fecho deste conjunto de empreitadas deixa assim uma parte significativa do investimento rodoviário recente do PRR concentrada no Alentejo, desde a nova Variante Nascente de Évora às ligações do Baixo Alentejo e ao reforço do eixo rodoviário entre Sines e a A2.

Foto: Gabriel Couto

Augusta Serrano — Jornalista

O conteúdo De Évora a Sines: Alentejo abre três novas variantes e duplica troço do IP8 aparece primeiro em Alentrium.

Notícias relacionadas

Negócios

João Marques da Cruz é o novo administrador executivo da Fundação António Pargana

O ex-presidente da EDP Brasil, João Marques da Cruz, foi nomeado administrador executivo da Fundação António Pargana, com a missão de desenvolver novas áreas de ação e projetos para aproximar Portugal da Diáspora. A fundação, criada pelo empresário António Pargana em 2023, visa fortalecer os laços entre Portugal e os luso-descendentes por meio de programas em parceria com universidades portuguesas. Marques da Cruz, que liderou a EDP Brasil entre 2021 e 2025, entrou para o Conselho de Administração que inclui também António Pargana e Diogo Feio, e para o Conselho de Curadores, que conta com figuras como Pedro Reis, Pedro Siza Vieira e Graça Fonseca.

Jornal Económico02/09/26, 14:03
Negócios

Bateu o carro? Estas são as 6 coisas que você deve fazer para não ter problemas com o seguro

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) recomenda seis cuidados essenciais a serem tomados após um acidente de automóvel para evitar problemas com o seguro: verificar se existem feridos e, em caso afirmativo, contatar as autoridades; coletar os dados de identificação dos condutores, veículos e respectivas apólices de seguro; tirar fotografias dos danos e do local do acidente; identificar e coletar contatos de eventuais testemunhas; preencher corretamente a Declaração Amigável de Acidente Automóvel, sem que seja necessário concordar sobre a culpa; e comunicar o sinistro à seguradora dentro do prazo legal de oito dias. A ASF alerta que, mesmo quando o outro condutor admite a culpa, é fundamental coletar todos estes elementos, pois a determinação de responsabilidade é analisada posteriormente pelas seguradoras com base nos elementos disponíveis.

Postal do Algarve02/09/26, 14:00
Negócios

A Fed e o Departamento do Tesouro estão em negação

O artigo argumenta que a Reserva Federal e o Departamento do Tesouro dos EUA estão em negação sobre o seu profundo entrelaçamento mútuo e com o setor privado. O autor sustenta que estas instituições não são árbitros neutros, mas sim intervenientes ativos num sistema que elas próprias ajudaram a criar, ainda que inadvertidamente, e que quanto antes reconhecerem esse papel, melhor.

Jornal de Negócios02/09/26, 14:00
Negócios

Dinheiro barato acabou. Japão vê juro de 10 anos bater 3% pela primeira vez em 30 anos

O rendimento do título público japonês a 10 anos atingiu os 3% pela primeira vez desde setembro de 1996, sinalizando o fim de três décadas de dinheiro barato que sustentou os mercados globais por meio do mecanismo de carry trade, no qual investidores pediam ienes emprestados quase gratuitamente em Tóquio para investir em ativos de maior rendimento em outros mercados. O Banco do Japão deverá elevar as taxas para 1,25% na reunião de setembro, com uma probabilidade de 80% atribuída pelo mercado. A elevação dos rendimentos ocorre num contexto de fragilidade fiscal, com cerca de um em cada quatro ienes do orçamento de 2026 destinados ao serviço da dívida pública, que equivale a 204% do PIB. Paradoxalmente, o iene continua fraco, em torno dos 160 por dólar, apesar da intervenção cambial conjunta com os Estados Unidos em julho. Os investidores japoneses estão vendendo títulos norte-americanos em volumes históricos, o que poderá pressionar os rendimentos nos mercados desenvolvidos.

Jornal Económico02/09/26, 13:49