As Letras do Tesouro voltam a roçar os 3% com o castigo mundial de títulos
Negócios
Экономика
Vila Real

As Letras do Tesouro voltam a roçar os 3% com o castigo mundial de títulos

El Periódico Mediterráneo - General1 de setembro de 2026 às 15:52

As Letras do Tesouro voltam a aproximar-se dos 3% devido ao castigo global dos títulos de dívida. O mercado de obrigações enfrenta uma tendência de venda generalizada que afeta os principais mercados financeiros mundiais.

Os investidores voltaram a confiar que o Banco Central Europeu (BCE) irá subir as taxas de juro na próxima reunião. Esta expectativa surgiu após a publicação de dados sobre a inflação na zona euro.

Os preços ao consumidor na zona comunitária subiram 3,3%, um valor significativamente acima do objetivo estabelecido pelo BCE. Em Espanha, a situação é ainda mais grave, com uma inflação de 4,3%.

Este nível representa mais do dobro da meta de 2% que a instituição liderada por Christine Lagarde pretende alcançar, o que reforça a pressão para novas subidas das taxas de juro europeias.

Notícias relacionadas

Negócios

Portugal entre os mercados europeus com mais empresas a criar valor para acionistas, diz Bain & Company

Portugal está entre os mercados europeus com maior proporção de empresas que criam valor de forma sustentável para os acionistas, ao lado da Dinamarca e da Turquía, segundo um estudo da Bain & Company. O relatório identifica as chamadas SVC (sustained value creators) como empresas que combinam retornos acima do custo do capital com crescimento real da faturação de forma consistente. Em toda a Europa, apenas 25% das empresas analisadas cumpriram estes dois critérios em 2025, mas apenas 0,5% conseguiram fazê-lo ao longo de 10 anos consecutivos. No total, apenas 34 empresas europeias integram a categoria de SVC em 2025, sendo que os mercados europeus de menor dimensão, como Portugal, tendem a concentrar uma maior proporção destes criadores de valor sustentável. A Bain atribui este desempenho a fatores como gestão criteriosa do portefólio, aposta em ativos diferenciadores, reforço de posições de liderança e estratégia financeira equilibrada, destacando que Portugal surge entre os exemplos mais relevantes a nível europeu nesta matéria.

Jornal Económico01/09/26, 17:37
Negócios

Universidade Politécnica da Guarda une casas de vinho em curso de enoturismo em Foz Côa

A Universidade Politécnica da Guarda vai iniciar este ano letivo com um Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) de enoturismo em Vila Nova de Foz Côa, por meio de um protocolo com o município local. O curso será ministrado nas instalações do Agrupamento de Escolas Tenente-Coronel Adão Carrapatoso e conta com a participação de diversas quintas e unidades de enoturismo da região do Douro, como Vale Meão, Ventozelo e empresas do grupo Symington. O objetivo é adequar a formação às necessidades do mercado de trabalho e facilitar a inserção profissional dos estudantes, com a garantia de que a participação da cadeia produtiva no desenvolvimento do curso facilita a colocação profissional dos formados.

Eco01/09/26, 17:30
Negócios

Empresários defendem reforço do orçamento anual da Visit Azores

A Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) defende que a Visit Azores disponha de pelo menos 15 milhões de euros anuais para financiamento do turismo nos Açores, propondo uma estratégia turística plurianual com recursos financeiros "estáveis e previsíveis" para o destino.

Açoriano Oriental01/09/26, 17:29
Negócios

OE2027: Governo prevê impacto de 4.783 milhões no próximo ano com medidas já tomadas

O Governo português, por meio do "Quadro de Políticas Invariantes 2027" entregue na Assembleia da República, prevê um impacto negativo de 4.783 milhões de euros nas contas públicas de 2027 decorrente de medidas já adotadas. Do lado da despesa, destacam-se o aumento das pensões (1.993 milhões), o crescimento das despesas com pessoal (1.231 milhões) e o reforço do Complemento Solidário para Idosos (100 milhões). Na receita, o Estado deverá se beneficiar de um saldo positivo de 259 milhões, reflexo de medidas como a atualização das faixas do IRPF (ganho de 401 milhões) e o aumento das contribuições sociais (471 milhões) e do IRPF sobre salários e pensões (668 milhões), embora sofra perdas com a redução da alíquota do IRPJ (300 milhões) e incentivos à moradia e aluguéis acessíveis (303 milhões).

Jornal Económico01/09/26, 17:26