Novo elevador da Glória deverá estar pronto no primeiro semestre de 2029Foto de Rose Rocha no Pexels
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Novo elevador da Glória deverá estar pronto no primeiro semestre de 2029

Jornal Económico31 de agosto de 2026 às 18:07

O novo elevador da Glória, em Lisboa, deverá estar pronto no primeiro semestre de 2029, prevendo-se um concurso público internacional de conceção até ao final de março de 2027. O projeto, apresentado pelo presidente da Carris, Rui Lopo, no passado dia 31 de agosto, no auditório da Ordem dos Engenheiros, visa garantir "toda a segurança" através de um novo sistema tecnológico. O novo equipamento será uma instalação nova e não uma reconstrução, mantendo uma configuração semelhante à do anterior, mas recorrendo a materiais mais resistentes e abandonando a madeira utilizada na estrutura original, respeitando simultaneamente a identidade histórica do equipamento centenário.

A tragédia do elevador da Glória está prestes a completar um ano, tendo ocorrido em 3 de setembro de 2025. O acidente provocou 16 vítimas mortais e 24 feridos de várias nacionalidades. Na sequência do descarrilamento, o executivo municipal de Lisboa anunciou a constituição de uma equipa de missão para estudar um novo sistema tecnológico, com representantes do LNEC, da Ordem dos Engenheiros e do Instituto Superior Técnico.

O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) informou que o relatório final da investigação não ficará concluído em setembro, como previsto, devido à complexidade das peritagens técnicas, estimando-se agora a publicação até ao final do primeiro trimestre de 2027. O relatório preliminar de outubro apontou falhas e omissões na manutenção do ascensor e falta de formação dos funcionários e de supervisão dos trabalhos efetuados pela empresa prestadora do serviço. Corre também uma investigação do Ministério Público, que já constituiu três arguidos, incluindo o diretor da Carris.

A seguradora Fidelidade assumiu até ao momento custos no total de 2,3 milhões de euros relacionados com o acidente, incluindo quatro indemnizações a famílias de vítimas mortais. A Carris terminou todos os contratos com a MNTC, a empresa responsável pela manutenção do elevador quando ocorreu o acidente.

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