A REPÚBLICA DOS COVEIROS: CASTELO BRANCO ENTRE O PODER QUE MANDA E A OPOSIÇÃO QUE DEIXA PASSARFoto de Pedro Vinicius Garrett no Pexels
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A REPÚBLICA DOS COVEIROS: CASTELO BRANCO ENTRE O PODER QUE MANDA E A OPOSIÇÃO QUE DEIXA PASSAR

oRegiões31 de agosto de 2026 às 18:30

Fernando Jesus Pires, jornalista e diretor do jornal OREGIÕES, escreveu uma crônica de opinião crítica sobre o estado da governança municipal em Castelo Branco. O artigo questiona tanto o executivo liderado pelo presidente da Câmara, Leopoldo Rodrigues, como a oposição municipal, argumentando que ambos falham nas suas responsabilidades democráticas.

O autor utiliza a metáfora da "República dos Coveiros" para descrever uma cultura política em que o poder governa sem escrutínio rigoroso e a oposição opta pela política do "deixar passar". Segundo a crônica, esta postura passiva permite que decisões polêmicas avancem sem contestação efetiva, que investimentos mal concebidos sejam aprovados sem fiscalização adequada e que oportunidades sejam perdidas sem que ninguém assuma a responsabilidade de defendê-las.

A crônica sublinha que a oposição municipal não foi eleita para ser ornamental, mas sim para fiscalizar, questionar e propor alternativas. O autor argumenta que uma oposição que sistematicamente deixa passar decisões duvidosas corre o risco de se tornar uma extensão involuntária da maioria, e que o silêncio não equivale a consenso. A verdadeira fiscalização, defende, deve acontecer antes das votações, não por meio de coletivas de imprensa posteriores.

Fernando Jesus Pires conclui que Castelo Branco precisa de uma cultura política que exija mais do que comunicação institucional e teatro partidário. A cidade precisa, segundo o autor, de um executivo que preste contas, de uma oposição com coluna vertebral, de partidos que apresentem alternativas concretas e de cidadãos que sintam que os seus representantes trabalham genuinamente para a comunidade. A mensagem final é que a decadência de uma cidade começa devagar, em silêncios e omissões, e que chegou o momento de todos os envolvidos assumirem as suas responsabilidades.

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