Os trabalhadores da Airbus Espanha vão dar continuidade à greve por tempo indeterminado, após o pedido da empresa para uma suspensão temporária durante as negociações ter sido rejeitado em votação realizada em 31 de agosto. A suspensão foi rejeitada por 81,2% dos votos, contra 16,4% a favor e 2,4% de abstenções, segundo informaram os sindicatos espanhóis.
A Airbus conta com cerca de 14.000 trabalhadores distribuídos pelas fábricas de Getafe, Illescas, Albacete, Cádis e pelos centros de Tablada e San Pablo, em Sevilha. A greve teve início no dia 25 de agosto.
As negociações deverão ser retomadas na terça-feira, dia 1 de setembro, através do Serviço Interconfederal de Mediação e Arbitragem, embora a empresa tenha condicionado a continuidade das negociações à suspensão da mobilização. Na reunião de quinta-feira passada, a direção da Airbus Espanha rejeitou a proposta de aumentos salariais apresentada pelos sindicatos, apesar de ter melhorado a sua oferta inicial.
Em comunicado interno citado pela agência EFE, a empresa defendeu a sua proposta mais recente, que inclui a indexação dos salários à inflação e um aumento de 7,6% distribuído por cinco anos, um aumento de 0,5% para revisão salarial anual e 0,5% para promoções, além de um pagamento excecional de 2.000 euros. A Airbus advertiu que a continuação da greve cria uma situação crítica tanto para o negócio como para os clientes.




