Algarve concentra mais de um terço das receitas turísticas em julhoFoto de Jose Vargues no Pexels
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Algarve concentra mais de um terço das receitas turísticas em julho

Postal do Algarve31 de agosto de 2026 às 12:30

As pernoites em acomodações turísticas portuguesas aumentaram 1,5% nos primeiros sete meses do ano, para 46,5 milhões, com receitas totais de 4.073,2 milhões de euros, segundo dados do INE. Em

As dormidas no setor do alojamento turístico aumentaram 1,5% nos primeiros sete meses do ano, atingindo 46,5 milhões, enquanto o Algarve se destacou em julho como a região que concentrou a maior fatia dos proveitos do setor, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com as estatísticas rápidas da atividade turística, entre janeiro e julho os proveitos totais dos estabelecimentos de alojamento turístico cresceram 5,3%, para 4.073,2 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento, referentes exclusivamente às dormidas, aumentaram 4,9%, para 3.107,4 milhões de euros.

Considerando apenas julho, o setor contabilizou 3,4 milhões de hóspedes, mais 1,0% em termos homólogos, e 9,6 milhões de dormidas, um crescimento de 2,1%. Os proveitos totais alcançaram 923,7 milhões de euros e os de aposento 734,4 milhões, aumentando ambos 4,9% face ao mesmo mês do ano anterior.

O crescimento das dormidas em julho foi sustentado pelos mercados interno e externo. As dormidas de residentes aumentaram 5,1%, para 3,1 milhões, enquanto as de não residentes cresceram 0,7%, para 6,6 milhões, regressando a terreno positivo depois da quebra de 0,5% registada em junho.

Algarve concentra mais de um terço dos proveitos

Os proveitos concentraram-se sobretudo no Algarve, que respondeu por 35,0% dos proveitos totais e 35,1% dos proveitos de aposento, seguido da Grande Lisboa (21,2% e 21,9%, pela mesma ordem) e do Norte (14,1% e 14,2%).

Todas as regiões tiveram aumentos nos proveitos, com exceção da Grande Lisboa, onde os proveitos totais desceram 2,0% e os de aposento recuaram 2,2%.

Os maiores crescimentos dos proveitos registaram-se no Alentejo (19,8% nos proveitos totais e 19,7% nos de aposento) e na Península de Setúbal (10,9% e 10,6%).

Em julho, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se em 104,3 euros (+1,8%), enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 154,9 euros (+3,2%).

Reino Unido mantém-se como principal mercado emissor

Os 10 principais mercados emissores concentraram 74,0% do total de dormidas de não residentes, mantendo-se o Reino Unido como principal mercado emissor, com uma quota de 18,4% e um crescimento de 3,0% (1,9% em junho).

A Espanha foi o segundo principal mercado emissor em julho (10,8% do total), aumentando 1,6% (2,0% em junho), seguida do mercado alemão, com uma quota de 9,3%, que cresceu 5,3% (-4,6% em junho).

Entre os 10 principais mercados emissores em julho, o INE destaca o polaco com o maior crescimento (10,8%), enquanto o mercado francês voltou a registar a maior quebra (-5,9%).

De salientar ainda a diminuição das dormidas do mercado norte-americano (-3,1%), a segunda desde a pandemia. A anterior tinha ocorrido em fevereiro de 2025 (-4,4%), mas segundo o INE poderá ter sido influenciada por um efeito de calendário associado ao período do Carnaval.

Este decréscimo das dormidas do mercado norte-americano em julho ocorreu após os crescimentos de 2,9% e de 6,1% registados em junho e em maio, respetivamente.

O INE detalha que, no mês em análise, registaram-se menos 19,3 mil dormidas de residentes nos EUA face ao período homólogo, tendo a Grande Lisboa contribuído de forma mais expressiva para este decréscimo (-16,9 mil dormidas; -6,0%), seguida pelo Algarve (-6,3 mil dormidas; -6,7%).

Em sentido contrário, o Norte destacou-se com um aumento de 9,3%, correspondente a mais 10,7 mil dormidas do mercado norte-americano.

Apesar da diminuição observada em julho, no acumulado dos primeiros sete meses do ano, o mercado norte-americano acumula um crescimento de 3,4%, correspondente a mais 104,8 mil dormidas face a igual período de 2025.

Algarve concentra 30,8% das dormidas

Em julho, os maiores aumentos no número de dormidas registaram-se no Alentejo (+7,7%) e no Norte (+6,3%), enquanto os Açores e a Madeira apresentaram os maiores decréscimos (-1,2% e -0,9%).

O Algarve (30,8% do total), a Grande Lisboa (20,2%) e o Norte (17,4%) concentraram, em conjunto, 68,4% do total de dormidas.

O INE detalha que as dormidas de residentes cresceram, sobretudo, no Alentejo (11,1%) e no Norte (8,6%), tendo os Açores e a Madeira apresentado as únicas quebras (6,1% e 3,2%).

Já nas dormidas de não residentes, o Norte registou o maior aumento (+5,1%), seguido da Península de Setúbal (4,4%), enquanto os maiores decréscimos ocorreram no Centro (9,1%) e no Oeste e Vale do Tejo (5,3%).

Em julho, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico foi de 2,83 noites (+1,1%), o primeiro aumento após três quebras mensais consecutivas, enquanto a taxa líquida de ocupação-cama se fixou em 59,9% (-0,5 pontos percentuais) e a de ocupação-quarto foi de 67,3% (-0,9 pontos).

Leia também: Espanhóis rendem-se a esta pequena localidade do Algarve: dizem que aqui está a região “reduzida ao essencial”

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