As adesões ao Desenrola 2.0, nova versão do programa de renegociação de dívidas do governo federal, terminam nesta segunda-feira. A medida provisória que instituiu o programa perderá validade sem ser votada e não poderá ser prorrogada. Para aderir ao programa, os interessados devem procurar os canais oficiais dos bancos.
A modalidade voltada às famílias renegociou, até o início da última semana de agosto, cerca de 5,03 milhões de dívidas. Os débitos somavam originalmente R$ 26,3 bilhões e, após os acordos, foram reduzidos para aproximadamente R$ 5,2 bilhões. O programa também prevê a possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS para amortização parcial ou quitação das dívidas.
O Desenrola foi recriado em um contexto de alta do endividamento e elevado comprometimento de renda das famílias. Na visão do governo, essa situação estava gerando riscos para a economia no médio e longo prazos, além de impactar negativamente a popularidade presidencial. A lógica do programa é que os bancos ofereçam condições mais favoráveis de renegociação aos devedores.




