O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não participa diretamente da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, mas atua nos bastidores como conselheiro de integrantes do comitê do presidenciável. A posição delicada de Tarcísio se deve ao fato de ele ter uma candidatura própria à reeleição e precisar preservar eleitores que também votam no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que o obriga a dosar a aproximação pública com o candidato do PL.
Tarcísio mantém interlocução com o coordenador da campanha presidencial, Rogério Marinho (PL-RN), a quem tem feito alertas sobre declarações e temas capazes de provocar desgaste para a campanha de Flávio. O objetivo dessas conversas é evitar que o presidenciável tome posições que possam comprometer sua imagem ou afastar setores importantes do eleitorado.
O episódio mais recente envolvendo esse papel de conselheiro ocorreu na semana passada, quando Flávio afirmou em uma transmissão nas redes sociais que poderia rever o percentual de etanol misturado à gasolina. A declaração provocou reação negativa de entidades do setor de biocombustíveis e preocupação entre representantes do agronegócio.
Diante da repercussão negativa, Tarcísio procurou Rogério Marinho para tratar do assunto e minimizar os danos causados pela declaração de Flávio. A atuação do governador demonstra sua tentativa de equilibrar seu papel na campanha bolsonarista com as demandas de seu próprio projeto político para 2026.




