During the "rentrée" of Iniciativa Liberal in Quarteira, leader Mariana Leitão stated that the middle class is "under attack" and has become "invisible" to rulers, accusing PS and PSD of abandoning it because it has lost electoral weight. According to the IL president, the middle class has shrunk in number, income, purchasing power, and quality of life, and nobody seriously defends it despite being the one that creates wealth and contributes to the country's development.
Mariana Leitão also criticized the State's management of public money and accused Prime Minister Luís Montenegro of not fulfilling the promises made in the areas of health, housing, State reform, and taxation. The liberal leader also considered that the proposal to create a sovereign fund to acquire stakes in REN and other companies constitutes a form of "confiscation" financed by taxpayers' work.
In the speech in Quarteira, the IL presented three priorities for legislation: simplify and reduce income tax, reduce bureaucracy, and reform the pension system with individual and transparent accounts. Mariana Leitão anticipated that the proposal would be criticized as an attempt to privatize Social Security, but rejected this interpretation, guaranteeing that the pension would continue to be guaranteed to all who worked.
The liberal leader also criticized the proposals of other political forces, stating that Chega promises to lower the retirement age without saying who pays, that PS and PSD distribute extraordinary payments as they see fit, and that the left proposes annual increases "without a single account made about what happens afterward."
Durante a “rentrée” da Iniciativa Liberal, em Quarteira, Mariana Leitão afirmou este sábado que a classe média está “sob ataque” e se tornou “invisível” para os governantes, acusando PS e PSD de a terem abandonado por ter perdido peso eleitoral.
“A classe média está sob ataque. E é ignorada por quem nos governa. E sabem porquê? Eu digo-vos: porque a classe média há muito deixou de pesar nas urnas como pesava antes. Encolheu. Em número e em rendimento, poder de compra e qualidade de vida. E a tática eleitoral fala mais alto”, declarou a líder da Iniciativa Liberal.
Mariana Leitão sustentou que, “onde há votos, há promessas”, mas onde existem menos votos prevalece o “desprezo”. Na sua perspetiva, ninguém defende seriamente a classe média, apesar de ser esta que cria riqueza e contribui para o desenvolvimento do país.
“A classe média foi abandonada pelo PS e pelo PSD. E sabe, sabe bem, que do Chega só vem mais Estado e mais incompetência. E sem uma classe média forte, não há Portugal capaz de competir com ninguém”, afirmou.
Mariana Leitão acusa Montenegro de não cumprir promessas
A presidente da IL criticou também a gestão do dinheiro público pelo Estado e acusou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de não concretizar as promessas feitas nas áreas da saúde, habitação, reforma do Estado e fiscalidade.
“O Luís prometeu trabalhar, prometeu mudança, prometeu reformar o Estado, a saúde, a habitação. Prometeu baixar impostos. Prometeu, prometeu, prometeu e não cumpriu”, acusou.
Mariana Leitão criticou ainda a proposta de criação de um fundo soberano destinado a adquirir participações na REN e noutras empresas.
“A sua grande medida é um fundo soberano para comprar uma parte da REN e outras empresas. Um fundo que não vai ser pago por nenhuma riqueza natural, mas, sim, com o suor do nosso trabalho. Desculpem, mas isto só tem um nome. É confisco. E eu não posso aceitar isso”, afirmou.
IL apresenta três prioridades para a legislatura
No discurso em Quarteira, a líder liberal apresentou três medidas que o partido pretende defender durante a legislatura: simplificar e reduzir o IRS, diminuir a burocracia e reformar o sistema de pensões.
Mariana Leitão classificou a burocracia como “o pior imposto que existe” e defendeu que os jovens devem poder ter mais opções, poupar e assumir maior controlo sobre o respetivo futuro financeiro.
No domínio das pensões, a IL propõe um modelo em que os descontos de cada trabalhador possam ser acompanhados através de uma conta individual e transparente.
“Aquilo que cada português desconta todos os meses deve ficar dentro de um sistema transparente. Tem de passar a entrar numa conta com o nome dele. Uma conta que possa abrir e consultar. Onde veja quanto tem, quanto rendeu, e com quanto pode contar. A isto chama-se capitalização. E é isso que continua a faltar neste país”, argumentou.
Liberal rejeita privatização da Segurança Social
Mariana Leitão antecipou que a proposta será criticada por outros partidos e associada a uma tentativa de privatização da Segurança Social, interpretação que rejeitou.
“É mais uma mentira de quem quer manter tudo como está”, afirmou.
“Não há privatização nenhuma da Segurança Social. A pensão continua garantida a todos os que trabalharam uma vida inteira, e aos que por doença, ou por desemprego, não conseguiram garantir a sua subsistência. Só assim conseguiremos deixar à próxima geração um país melhor do que aquele que recebemos”, acrescentou.
A líder liberal considerou que os restantes partidos não apresentam soluções sustentáveis para o sistema de pensões.
“Ninguém quer resolver o problema, mas todos aprenderam a viver dele”, declarou, antes de criticar as propostas das diferentes forças políticas.
“O Chega promete baixar a idade da reforma, nunca diz quem paga. O PS e o PSD, cada um na sua vez, distribuem pagamentos extraordinários conforme lhes dá jeito”, afirmou.
Mariana Leitão acusou ainda a esquerda de propor aumentos anuais “sem uma única conta feita sobre o que acontece depois”.
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