Alentejo recorded the biggest rise in the country in bank valuations of apartments in July, with an increase of 25.3% compared to the same month last year, according to data from the National Statistics Institute. The region also stood out in the monthly evolution, with growth of 3.9% between June and July, while the average national increase was only 0.5%. This appreciation extended to houses, with the region also presenting the biggest monthly increase among all Portuguese regions, of 1.9%.
Despite the strong appreciation, the median valuation of apartments in Alentejo reached only 1,778 euros per square meter, remaining among the lowest in the country. Only the Centro region presented a lower value, of 1,739 euros per square meter. The national median stood at 2,627 euros per square meter, corresponding to year-on-year growth of 16.5%. In the case of houses, the median value in Alentejo was 1,300 euros per square meter, while the national median reached 1,606 euros per square meter.
The more detailed territorial analysis shows significant differences between regions. Alto Alentejo presented a bank valuation 52.5% below the national median, being the second sub-region with the greatest negative differential, right after Beira Baixa, with -52.9%. At the opposite end, Greater Lisbon presented valuations 51.7% above the national median, followed by the Algarve, with 32.6% more, and the Setúbal Peninsula, with 24.2% more.
Across apartments and houses, the median bank valuation value in Portugal reached a new high of 2,240 euros per square meter, 12 euros more than the previous month, representing year-on-year appreciation of 15.2%. The results were based on 34,053 bank valuations, of which 21,036 related to apartments and 13,017 to houses. This indicator, calculated by experts in the context of housing loan applications, does not directly correspond to the price effectively paid in the purchase and sale of properties.
Região registou em julho o maior crescimento homólogo e mensal do país na avaliação dos apartamentos. Apesar da valorização, o metro quadrado continua abaixo da média nacional e o Alto Alentejo está 52,5% abaixo da mediana portuguesa.
O Alentejo registou em julho a maior subida do país na avaliação bancária dos apartamentos, com um aumento de 25,3% face ao mesmo mês de 2025, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE).
A região destacou-se também na evolução mensal. Entre junho e julho, o valor mediano atribuído pelos bancos aos apartamentos no Alentejo aumentou 3,9%, num período em que a subida média nacional foi de apenas 0,5%.
A forte valorização não elimina, contudo, a diferença que continua a separar a região dos territórios onde a habitação apresenta avaliações mais elevadas.
Em julho, a avaliação mediana dos apartamentos no Alentejo atingiu 1.778 euros por metro quadrado, mantendo-se entre as mais baixas do país. Apenas a região Centro apresentou um valor inferior, de 1.739 euros por metro quadrado.
No conjunto do território nacional, os apartamentos avaliados pelas instituições bancárias alcançaram uma mediana de 2.627 euros por metro quadrado, correspondente a um crescimento homólogo de 16,5%.
Moradias no Alentejo registam maior subida mensal do país
A valorização observada no Alentejo estendeu-se às moradias.
Também neste segmento, a região apresentou a maior subida mensal entre todas as regiões portuguesas, com um crescimento de 1,9% em julho. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, foi, porém, a Madeira que registou o maior aumento.
O valor mediano das moradias avaliadas pelos bancos no Alentejo situou-se nos 1.300 euros por metro quadrado, permanecendo igualmente entre os valores mais baixos do país. A mediana nacional atingiu 1.606 euros por metro quadrado.
Considerando conjuntamente apartamentos e moradias, o Alentejo foi a região portuguesa onde a avaliação bancária da habitação mais aumentou em relação a junho.
Alto Alentejo 52,5% abaixo da mediana nacional
A análise territorial mais detalhada evidencia, contudo, diferenças significativas entre regiões e sub-regiões portuguesas.
De acordo com os dados do INE para as NUTS III, o Alto Alentejo apresentou uma avaliação bancária 52,5% inferior à mediana nacional em julho, colocando-se entre os territórios do país onde a diferença é mais acentuada.
A Beira Baixa registou o maior diferencial negativo, com valores 52,9% abaixo da mediana portuguesa. Seguiram-se o Alto Alentejo, com -52,5%, e o Alto Tâmega e Barroso, com -50%.
No extremo oposto, a Grande Lisboa apresentou avaliações 51,7% superiores à mediana nacional, seguindo-se o Algarve, com mais 32,6%, e a Península de Setúbal, com mais 24,2%.
Os números mostram assim uma realidade com duas dimensões no Alentejo: a região está a registar alguns dos crescimentos mais fortes do país, mas parte de níveis de avaliação bancária ainda significativamente inferiores aos valores nacionais.
Avaliação da habitação atinge novo máximo nacional
No conjunto de apartamentos e moradias, o valor mediano de avaliação bancária em Portugal atingiu em julho um novo máximo de 2.240 euros por metro quadrado, mais 12 euros do que no mês anterior.
Face a julho de 2025, a valorização nacional foi de 15,2%.
Os resultados divulgados pelo INE tiveram por base 34.053 avaliações bancárias, das quais 21.036 referentes a apartamentos e 13.017 a moradias.
A avaliação bancária é realizada por peritos no âmbito de pedidos de crédito à habitação e serve, entre outros fatores, para determinar o valor do imóvel considerado pelas instituições financeiras. Por essa razão, o indicador não corresponde diretamente ao preço efetivamente pago na compra e venda de uma casa.
Augusta Serrano-Jornalista
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