The Inspectorate-General for Education and Science (IGEC) detected irregularities in 98 schools in the context of the 2026 Secondary Education National Final Exams. Of these, 69 public and private educational establishments submitted reappraisal requests after the deadline, including cases that arrived after the results lists were posted. Another 29 schools recorded delays in delivering the first-phase exam papers, disrupting the digitisation, electronic grading and external assessment processes. The report was submitted to the Minister of Education, Science and Innovation, Fernando Alexandre, following an inquiry requested urgently on 10 August.
The Minister ordered the inquiry to investigate the irregularities before the extraordinary session of the national exams, scheduled for 3 to 8 September. The situation had a direct impact on students, affecting deadlines related to access to higher education and generating public alarm about the credibility of the external assessment system. IGEC also analysed cases of exams sent to the National Printing House after they had been collected and delivered by security forces.
Despite the occurrences, IGEC concludes that no elements were identified that would support the existence of deliberate actions that compromised the integrity or confidentiality of the exams. The identified situations resulted mainly from procedural lapses, verification failures and operational errors associated with the organisation, checking and dispatch of exam documentation.
Given the conclusions, IGEC proposes the opening of inquiry proceedings in situations identified in complementary confidential information. The Inspectorate recommends to the National Examining Board the improvement or replacement of the platforms used, the training of school professionals and the strengthening of coordination between the National Examining Board and IGEC. To schools, it recommends the strengthening of internal control mechanisms associated with the carrying out of national exams.

A Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) detetou irregularidades em dezenas de escolas no âmbito dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário de 2026, com 69 estabelecimentos de ensino, públicos e privados, a submeterem pedidos de reapreciação fora do prazo e outros 29 a registarem atrasos na entrega das provas realizadas na primeira fase.
O relatório foi entregue ao Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, na sequência de um inquérito solicitado com caráter de urgência, depois de terem sido identificadas falhas no processo de realização e tratamento dos exames nacionais.
Apesar das ocorrências, a IGEC conclui que “não foram identificados elementos que permitam sustentar a existência de atuações deliberadas” que tenham comprometido a integridade ou a confidencialidade das provas realizadas.
Segundo o relatório, as situações identificadas resultaram sobretudo de “lapsos procedimentais, falhas de verificação e erros operacionais” associados à organização, conferência e expedição da documentação dos exames.
Pedidos de reapreciação fora do prazo
O inquérito incidiu, entre outras situações, sobre o envio tardio ao Júri Nacional de Exames de pedidos de reapreciação de provas da primeira fase, incluindo casos em que os pedidos chegaram depois da afixação das pautas.
A situação teve impacto nos alunos, nomeadamente por os condicionar nos prazos relacionados com o acesso ao ensino superior, gerando alarme público e levantando questões sobre a credibilidade do sistema de avaliação externa.
A IGEC analisou também os casos de exames enviados para a Imprensa Nacional-Casa da Moeda depois de terem sido formalmente recolhidos e entregues pelas forças de segurança. Os atrasos perturbaram os processos de digitalização, classificação eletrónica e avaliação externa das provas.
IGEC recomenda reforço dos controlos
Face às conclusões do inquérito, a Inspeção-Geral da Educação e Ciência propõe a instauração de processos de inquérito nas situações que serão identificadas numa informação complementar de natureza confidencial.
A IGEC recomenda também ao Júri Nacional de Exames o aperfeiçoamento ou substituição das plataformas atualmente utilizadas, com o objetivo de reforçar a segurança e a confiança no processo.
Entre as medidas propostas está ainda a capacitação dos profissionais das escolas que utilizam essas plataformas e o reforço da articulação entre o Júri Nacional de Exames e a IGEC.
Às escolas, a Inspeção recomenda o reforço dos mecanismos de controlo interno associados à realização dos exames nacionais.
Inquérito aberto após irregularidades na primeira fase
O Ministro da Educação, Ciência e Inovação determinou, a 10 de agosto, a abertura de um inquérito pela IGEC para apurar as irregularidades registadas durante os Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário de 2026.
A urgência do processo esteve relacionada com a necessidade de concluir a investigação antes da época extraordinária dos exames nacionais, marcada para 3 a 8 de setembro.
O objetivo foi identificar as falhas ocorridas na primeira fase e implementar medidas que permitam evitar a repetição dos problemas durante a época extraordinária.
Embora tenha identificado falhas em processos administrativos e operacionais, a IGEC não encontrou indícios que sustentem a existência de ações deliberadas destinadas a comprometer a segurança ou a confidencialidade das provas.