The Municipality of Vila Real de Santo António formalized the acquisition of 114 housing units built on the former Cine-Foz land, in an investment of 27,252,303 euros funded by the Recovery and Resilience Plan. The deeds were signed on August 27, at a ceremony held in the Noble Hall of the Town Hall, with the presence of the municipal executive, the Mayor, Álvaro Araújo, and the president of the governing board of the Institute for Housing and Urban Rehabilitation, António Benjamim Pereira.
António Benjamim Pereira considered "worthy of note" the municipality's effort to concretize the project, highlighting that the housing units will be destined for the population of Vila Real de Santo António. Álvaro Araújo recalled that the investment in public housing has been carried out in phases, referring that 70, then 29, then 7, and now 114 units have been acquired, in addition to 372 rehabilitated housing units.
The mayor also mentioned that other interventions are planned, namely the construction of 96 housing units near Intermarché. The competition for assigning the new housing units should be launched shortly, although the municipality acknowledges that demand is expected to exceed the number of units available, given the needs identified in the municipality.
Álvaro Araújo emphasized that housing is "one of the biggest problems for many families" and that the 114 houses do not fully resolve the problem, but constitute an additional response. The City Council intends to continue the strategy of strengthening public housing, seeking new funding to increase the available supply in the municipality.
O Município de Vila Real de Santo António formalizou a aquisição de 114 habitações construídas nos terrenos do antigo Cine-Foz, num investimento superior a 27 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), reforçando a oferta de habitação pública no concelho.
As escrituras relativas aos 114 fogos, localizados na Rua 25 de Abril e na Rua Sousa Martins, foram assinadas na quinta-feira, dia 27 de agosto, numa cerimónia realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho. O momento contou com a presença do executivo municipal, de Álvaro Araújo, presidente da Câmara Municipal, e de António Benjamim Pereira, presidente do conselho diretivo do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).
A aquisição representa um investimento de 27.252.303 euros e integra um dos principais programas de intervenção habitacional desenvolvidos no concelho no âmbito do PRR.
Durante a cerimónia, António Benjamim Pereira destacou o trabalho desenvolvido pelo município, considerando “digno de registo” o esforço realizado para concretizar o projeto num contexto financeiro complexo. O responsável sublinhou ainda que as habitações serão destinadas à população de Vila Real de Santo António, salientando a importância de criar respostas concretas para as necessidades habitacionais do concelho.
Também Álvaro Araújo destacou a importância da concretização do projeto, recordando que, inicialmente, houve quem considerasse a operação “impossível” e questionasse a dimensão da resposta. “Diziam que estávamos a mentir, que isto, 114 fogos não são nada”, afirmou o autarca.
Álvaro Araújo lembrou que o investimento na habitação pública no concelho tem vindo a ser concretizado por várias fases. “Já foram 70, depois foram mais 29, depois foram mais 7 e agora são mais 114, mais os 372 reabilitados e serão muitos mais”, afirmou.
O presidente da Câmara Municipal adiantou ainda que estão previstas outras intervenções, nomeadamente a construção de 96 habitações junto ao Intermarché, sobre as quais deverá haver novidades em breve.
A aposta surge num contexto de crescente pressão sobre o mercado habitacional e de dificuldade de acesso à habitação por parte de muitas famílias. Nas redes sociais, Álvaro Araújo afirmou que a habitação é hoje “um dos maiores problemas para muitas famílias e, em particular, para muitos jovens que querem ficar na sua terra, construir aqui a sua vida e o seu futuro”.
Para o autarca, as 114 casas agora adquiridas não permitem resolver integralmente o problema habitacional, mas constituem uma resposta adicional. “114 casas não resolvem todo o problema. Mas são 114 respostas que antes não existiam”, afirmou.
O concurso para atribuição das habitações deverá ser lançado em breve, sendo posteriormente divulgadas as condições de acesso e os procedimentos para apresentação de candidaturas.
A autarquia reconhece, contudo, que a procura deverá superar o número de fogos disponíveis, tendo em conta as necessidades identificadas no concelho. Álvaro Araújo sublinhou que existe ainda uma diferença significativa entre o número de famílias sinalizadas na Estratégia Local de Habitação e a capacidade de resposta existente.
“Todos os dias procuramos soluções, financiamento e oportunidades que nos permitam aumentar a oferta de habitação no nosso concelho. Não podemos prometer uma casa a todos. Podemos prometer que não vamos desistir de procurar respostas para todos”, afirmou.
O presidente da Câmara Municipal considerou ainda que a concretização deste conjunto habitacional representa uma missão cumprida. “No fim desta empreitada, estou com a minha consciência tranquila, estou com o meu trabalho feito. Nem preciso de fazer mais mandato nenhum para estar realizado. A minha missão foi concretizada”, afirmou.
A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António pretende, contudo, dar continuidade à estratégia de reforço da habitação pública, procurando novos financiamentos e soluções que permitam aumentar a oferta disponível no concelho.
“Queremos que os nossos jovens possam ficar. Queremos que as famílias tenham condições para viver na sua terra. E faremos tudo aquilo que estiver ao nosso alcance para continuar a tornar isso possível”, concluiu Álvaro Araújo.