A Escola Secundária Rocha Peixoto prepara o arranque do novo ano letivo num contexto marcado pelos atrasos na correção dos exames nacionais e pelos processos de reapreciação, que prolongaram a incerteza de muitos alunos. A direção da escola admite que o impacto foi real e que as semanas anteriores exigiram acompanhamento caso a caso para garantir que nenhuma decisão dependente das notas finais comprometesse o início das aulas.
Luís Fabião, diretor da ESRP, sublinha que os atrasos criaram ansiedade entre alunos e famílias, obrigando a uma gestão mais próxima e cuidadosa. A prioridade passa por devolver tranquilidade à comunidade escolar e assegurar que cada estudante inicia o ano com informação clara e apoio adequado. O Plano de Acolhimento, já disponível na página oficial, assume um papel central neste processo.
A entrada em vigor da nova lei que restringe o uso de telemóveis até ao 3.º ciclo é outro dos pontos que marca este arranque. A escola encara a medida como uma oportunidade pedagógica para reforçar hábitos de concentração, convivência e utilização responsável da tecnologia, considerando que a mudança poderá melhorar a interação presencial e reduzir distrações.
Num ano que começa sob pressão administrativa e mudanças legislativas, a Rocha Peixoto aposta na proximidade e na organização para garantir um início de ano tranquilo. O desafio é grande, mas a prioridade mantém-se: colocar os alunos no centro e construir um ambiente escolar sereno, seguro e preparado para os meses que se seguem.




