O responsável pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da Polícia de Segurança Pública, superintendent-chefe João Ribeiro, rejeitou as acusações de associações de imigrantes que apontam para uma "caça" ao imigrante ilegal. Em entrevista à agência noticiosa portuguesa, Ribeiro afirmou que a UNEF faz "uma abordagem inteligente" ao atuar nos locais onde existem fatores de risco, recusando as comparações com práticas de outros países.
João Ribeiro explicou que a UNEF conhece os fatores de risco e que as áreas metropolitanas são consideradas de elevado risco para cidadãos em situação irregular. O responsável salientou que muitos destes imigrantes entraram em Portugal há anos e nunca trataram da sua regularização, sendo que o foco da unidade está "muito direcionado" para estas situações, com o objetivo de afastamento do território nacional.
O diretor nacional adjunto da PSP estimou que continuam a residir em Portugal diversas pessoas que foram notificadas para sair por estarem em situação irregular. Segundo os dados apresentados, a AIMA e a estrutura de missão emitiram mais de 80 mil notificações de abandono voluntário, abrangendo pessoas que nunca requereram autorização de residência ou cuja decisão das autoridades administrativas foi negativa. Ribeiro adiantou ainda que a pressão migratória em Portugal se tem "reduzido ligeiramente".
Durante o primeiro ano de atividade da UNEF, completado a 21 de agosto, a unidade controlou nos aeroportos cerca de 19,7 milhões de cidadãos e efetuou 428 detenções por fraude documental. No âmbito da fiscalização da permanência de imigrantes no país, realizou 5.397 ações e fiscalizou 52.421 cidadãos estrangeiros, resultando em 831 notificações para abandono voluntário e 285 detenções por permanência irregular. A PSP assumiu o controlo das fronteiras aéreas após o fim do SEF em 2023, e Ribeiro destacou que um novo desafio surge com a nova lei de retorno e de asilo que entrou em vigor.




