Fernando Alexandre, ministro da Educação de Portugal, está a ser avaliado como um potencial marco na educação portuguesa desde o 25 de Abril. O artigo de Henrique Dias Freire reconhece conquistas significativas, nomeadamente a recuperação do tempo de serviço dos professores, que beneficiou 89.922 docentes com pelo menos uma progressão, e o apoio à deslocação criado em 2024 e alargado em 2025, que abrangeu 7.122 docentes. O novo modelo de recrutamento, aprovado em setembro, e o adiamento das aulas para 21 de setembro devido à sobrecarga dos classificadores também são mencionados.
No entanto, o artigo alerta para problemas persistentes. No Algarve, a falta de professores está relacionada com a escassez de habitação acessível, e cerca de 2.700 horários permaneciam por preencher em setembro. A federação de associações de pais alertou o poder central para esta realidade. O artigo questiona por que razão setembro se tornou um mês normalizado de incerteza, quando escolas e necessidades previsíveis são conhecidas.
Uma falha significativa impediu elogios completos: a digitalização dos exames do verão. O Júri Nacional de Exames admitiu provas com itens em falta, e a Inspeção-Geral da Educação e Ciência identificou atrasos em 29 escolas e reapreciações em 69. A operação envolveu a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, o Júri Nacional de Exames e o instituto público EduQA. O artigo exige que a averiguação não se limite às escolas, mas alcance plataformas, organismos centrais e decisões políticas.
O autor conclui que Fernando Alexandre tem mérito demonstrado e uma orientação que justifica esperança, mas está "a caminho, não consagrado". Para ser reconhecido como o ministro que a Educação esperava, terá de transformar valorização em permanência, simplificação em aulas e autoridade em confiança. O teste decisivo permanece: cada aluno tem, desde o primeiro dia, um professor competente e condições para aprender.




