Os servidores do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, ambos chefes do Departamento de Supervisão Bancária (Desup), receberam pelo menos R$ 6,8 milhões pela "assessoria informal" prestada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A informação foi revelada a partir de uma investigação da Polícia Federal.
Os dois servidores orientavam Vorcaro sobre os argumentos que ele deveria usar para defender os negócios do Master em reuniões com o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, além de outros diretores da instituição. A dupla também informava Vorcaro sobre os nomes dos policiais que o investigavam.
De acordo com a investigação, os pagamentos eram feitos por meio de mesadas de até R$ 760 mil, contratos de fachada e viagens internacionais. O relatório da PF foi encaminhamento ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Na noite de quinta-feira (10), o ministro André Mendonça retirou o sigilo das investigações relacionadas ao caso Master, após solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin.




