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Turismo náutico cresce, mas falta de infraestruturas trava expansãoFoto de LeoVullings no Pexels
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Turismo náutico cresce, mas falta de infraestruturas trava expansão

Eco12 de setembro de 2026 às 15:05

O turismo náutico mantém uma trajetória de crescimento em Portugal, mas a falta de infraestruturas ameaça limitar a expansão do setor. No Douro, um dos principais polos de turismo fluvial do país, os operadores apontam para uma época alta positiva. Em 2025, a Via Navegável do Douro registou 1.388.646 passageiros, contra 1.377.858 no ano anterior, mantendo oito anos consecutivos de crescimento. A atividade envolveu 113 operadores, 252 embarcações e quase 17 mil eclusagens. A nível nacional, existem 2.577 embarcações marítimo-turísticas registadas, num universo de mais de 73 mil embarcações de recreio, e a náutica de recreio envolve mais de 6.000 empresas, 10 mil trabalhadores e 556 milhões de euros de volume de negócios.

A procura no Douro é fortemente impulsionada pelos mercados internacionais, com os Estados Unidos a assumirem particular destaque no segmento dos navios-hotel. Reino Unido, França, Alemanha, Canadá e Austrália estão também entre os principais mercados emissores. A Pipadouro, operadora de turismo fluvial de luxo, cresceu 14% em 2025 e 90% dos seus clientes são estrangeiros. A AAMTD estima que o turismo fluvial no Douro gere atualmente entre 350 e 450 milhões de euros por ano e seja responsável por mais de 8.000 postos de trabalho diretos.

A AAMTD identifica a modernização e aumento da capacidade operacional das eclusas como um dos fatores que mais condicionam o crescimento futuro. A requalificação dos cais e das infraestruturas portuárias, a sustentabilidade ambiental, a escassez de recursos humanos qualificados e a gestão da crescente procura estão também entre os problemas identificados. A nível nacional, o Fórum Oceano alerta que em zonas de maior procura, sobretudo marinas e cais, a capacidade pode esgotar-se durante a época alta, e no interior existem ainda locais sem cais ou ancoradouros. O setor enfrenta igualmente forte fragmentação empresarial e falta de dados estatísticos próprios, o que dificulta o planeamento estratégico e o acesso a financiamento.

Os operadores têm feito atualizações moderadas dos preços, mas os custos de combustíveis, energia, manutenção, seguros, financiamento e recursos humanos continuam a pressionar as margens. A AAMTD defende que o desafio já não passa apenas por aumentar o número de visitantes, mas por aumentar o valor gerado pela atividade. A escassez de mão-de-obra qualificada é outro dos principais problemas, com dificuldades no recrutamento e retenção de tripulações, técnicos especializados e profissionais ligados à operação turística. O porta-voz do Fórum Oceano considera que a margem de crescimento continua a ser significativa, sobretudo nas águas interiores e na ligação entre experiências náuticas, gastronomia, património e natureza.

Porque é que isto importa

Este artigo afeta diretamente operadores turísticos, empresas de animação e milhares de trabalhadores do setor náutico em Portugal, particularmente na região do Douro. Para os leitores, revela que, embora o turismo fluvial esteja em crescimento, enfrentam desafios concretos como a falta de infraestruturas e a pressão de custos que limitam a rentabilidade, alertando para a necessidade de investimento público e regulação mais adequada ao setor.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Eco a 12 de setembro de 2026 às 15:05; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Negócios. Nesta secção temos atualmente 21966 artigos.

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