O PS e o Chega avançam com medidas idênticas sobre combustíveis e cabaz essencial, embora utilizando instrumentos diferentes para o fazer. Esta convergência entre os dois partidos cria uma situação política invulgar no parlamento português.
Rui Ventura desafia publicamente o PS de Pedro Carneiro a aprovar as medidas, criando pressão política sobre o partido socialista. O desafio surge num momento em que ambas as forças políticas defendem posições semelhantes sobre estas questões económicas concretas.
O PS, porém, manifesta receios de que a aprovação destas medidas possa prejudicar a imagem de gestão responsável das contas públicas. Os socialistos mostram-se relutantes em alinhar-se com o Chega, mesmo quando as propostas são similares.
A situação coloca o PS numa posição delicada, dividido entre o apoio a medidas populares junto dos eleitores e a preservação da sua imagem de partido responsável em matéria financeira.




