Em entrevista a veículos de comunicação, Eduardo Paes, candidato do PSD ao governo do Rio de Janeiro, detalhou seus planos de política fiscal caso seja eleito. O ex-prefeito da capital fluminense afirmou que pretende seguir a lógica de aumentar receita e diminuir despesas, destacando que é preciso fazer o óbvio nesse sentido.
Paes defendeu que uma das formas de aumentar a arrecadação é combatendo a sonegação e ampliando a base tributária. Ele comentou que o programa Propag, de alívio fiscal, não é suficiente a longo prazo, pois a implementação da reforma tributária e do fundo de recuperação fiscal deverão dificultar as contas públicas no futuro.
O candidato também questionou a gestão do atual governor Cláudio Castro, perguntando onde foram parar os 20 bilhões de reais recebidos com a privatização e concessão da CEDAE. Segundo Paes, não há uma demonstração clara de como esses recursos foram utilizados, afirmando que não há uma ponte para contar essa história.
Ao ser questionado sobre propostas de zerar o IPVA de motos e estudar a mesma medida para motoristas de aplicativo, Paes demonstrou abertura para rever concessões, dizendo que não tem problema em fazê-lo. Ele defendeu que cuida bem das finanças, mas deixou em aberto a possibilidade de mudanças em políticas fiscais existentes.




