D. Nuno Brás: “O Hospital é precisamente um lugar onde percebemos que este mundo é passageiro”Foto de sasint no Pexels
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D. Nuno Brás: “O Hospital é precisamente um lugar onde percebemos que este mundo é passageiro”

Jornal da Madeira9 de setembro de 2026 às 20:25

O bispo do Funchal, D. Nuno Brás, marcou no dia 9 de setembro a celebração dos 53 anos do Hospital Dr. Nélio Mendonça, na Madeira, com uma Eucaristia realizada na Capela da unidade hospitalar. Sob o mote "Há 53 anos, dedicados ao que mais importa: A Vida", o aniversário foi organizado pelo Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM, EPERAM), contando com a presença da секретария regional de Saúde e Proteção Civil, Micaela Fonseca de Freitas, e da presidente do Conselho de Administração do SESARAM, Márcia Gomes.

Na sua intervenção, D. Nuno Brás colocou a celebração sob o sinal da ação de graças, destacando o serviço prestado pelo hospital à população madeirense, aos profissionais de saúde e aos visitantes da Região. O bispo expressou reconhecimento pelo trabalho desenvolvido diariamente na unidade e agradeceu a todos os que contribuem para o acompanhamento dos doentes.

Na homilia, partindo da Palavra de Deus e das palavras de São Paulo, o bispo do Funchal centrou a sua reflexão na passagem do tempo e na fragilidade da existência humana, sublinhando que "o cenário deste mundo é passageiro". Para D. Nuno Brás, o hospital é precisamente o lugar onde se percebe que "tudo é muito breve", confrontando diariamente a vida, a doença, a fragilidade e a morte.

A partir das Bem-aventuranças, o bispo refletiu sobre a aparente contradição entre a dor humana e a felicidade anunciada por Jesus, explicando que é na fragilidade que o ser humano reconhece a sua condição e percebe a presença de Deus. D. Nuno Brás partilhou ainda uma experiência pessoal relacionada com a morte da sua mãe para sublinhar a diferença entre a memória que permanece e a esperança cristã na vida eterna, concluindo que a vida terrena é passageira, mas a fé aponta para uma existência que não termina com a morte. As celebrações prosseguiram no hall de entrada com o tradicional momento de cantar os parabéns ao hospital.

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