Começou a época das vindimas e o Jornal Santa Marinha acompanhou o trabalho de apanha da uva numa quinta em Santa Marinha, no conselho de Seia. A colheita é descrita como um ritual comunitário ancestral que une gerações, celebra a terra e apoia a economia local. O repórter percorreu os caminhos entre os vinhedos, onde se ouviam conversas, risos e o som de tesouras a cortar cachos de uvas tintas, densas e escuras.
Um dos trabalhadores comentou que este ano as uvas apresentam uma cor magnífica e um teor de açúcar muito elevado. O método manual continua a ser o preferido, pois permite garantir a seleção e integridade dos melhores cachos. Os trabalhadores cortam os cachos com tesouras afiadas, depositando-os em baldes que, quando cheios, são carregados para o trator e despejados em contentores metálicos maiores, de forma a que a uva chegue à adega o mais fresca possível.
Perto das 10h30, após algumas horas de trabalho árduo, os trabalhadores fazem uma pausa para um pequeno-almoço reforçado a meio da manhã. Junto à casa da quinta é estendida uma longa mesa com bebidas, enchidos, pão, bolo, salgados e outras iguarias. Uma das trabalhadoras mais velhas afirmou que "vindimar sem uma boa comida de grupo não é vindima", sublinhando que este momento de partilha permite esquecer o cansaço e celebrar a convivência.
Por volta das 13h30, o grupo volta a reunir-se para um almoço de feijoada. Com a tarde pela frente, os trabalhadores regressam às videiras com o espírito renovado, alimentados pela promessa de um novo vinho que, daqui a alguns meses, será partilhado em novas mesas.




