O Ministério do Ambiente e Energia anunciou que as indústrias eletrointensivas terão prioridade na ligação à rede elétrica em relação aos centros de dados. A decisão visa garantir que os consumos mais elevados de energia sejam destinados a atividades que geram maior retorno económico e social para o país.
A ministra do Ambiente e Energia justificou a medida afirmando que "uma indústria traz muito mais riqueza local, de exportação e muito mais emprego" do que os centros de dados. Esta declaração sintetiza o rationale por trás da política de alocação de capacidade elétrica.
A priorização das indústrias eletrointensivas surge num contexto de crescente procura por energia elétrica, particularmente impulsionada pela expansão dos centros de dados e pela transição energética. A capacidade da rede elétrica é limitada, o que obriga a escolhas estratégicas sobre onde alocar os recursos disponíveis.
A medida reflete uma opção política de privilegiar o setor industrial como motor de desenvolvimento económico, em detrimento do setor tecnológico associado aos centros de dados, que embora também gerem emprego, são considerados menos geradores de riqueza local e exportadora.



