Portugal regressou ao mercado de dívida com uma emissão que levantou 1,6 mil milhões de euros a taxas superiores a 3%, num contexto de forte turbulência nos mercados financeiros. O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), entidade responsável pela gestão da dívida pública portuguesa, foi quem realizou esta operação.
A taxa de juro praticada nesta emissão a nove anos fixou-se nos 3,632%, o que representa a taxa mais elevada desde março de 2017. Este valor reflete o agravamento das condições de financiamento de Portugal no contexto atual de incerteza nos mercados.
A operação decorreu em plena turbulência nos mercados, o que terá contribuído para o aumento do custo do financiamento português. O regresso do IGCP ao mercado de dívida acontece num momento em que os investidores exigem remunerrações mais elevadas para investir em títulos da dívida portuguesa.



