O Governo português pretende valorizar os cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP), que após uma década de existência enfrentam problemas significativos de atratividade, empregabilidade e salários baixos. Os diplomados por estes cursos continuam ainda afastados das carreiras da administração pública, o que representa uma lacuna no reconhecimento destas qualificações.
O financiamento, a empregabilidade e o reconhecimento pelo Estado e pelas carreiras da administração pública constituem os principais desafios identificados ao fim de 10 anos de existência dos CTeSP. Joaquim Mourato, presidente de uma instituição de ensino superior, apresentou este diagnóstico sobre as dificuldades que estes cursos enfrentam.
Os cursos técnicos superiores profissionais foram criados para formar profissionais para o mercado de trabalho, mas os dados revelam que não têm conseguido cumprir plenamente esse objetivo. A baixa empregabilidade e os salários reduzidos afastam potenciais estudantes, contribuindo para a falta de atratividade destes cursos.
O Executivo pretende agora avançar com medidas que permitam valorizar estas formações, tornando-as mais atrativas e garantindo melhores perspetivas profissionais aos seus diplomados. O reconhecimento das competências adquiridas pelos cursos técnicos superiores profissionais pela administração pública é considerado essencial para o sucesso destas formações.



