Os juros da dívida pública e privada estão a subir em todo o mundo, o que tem preocupado os investidores. Os rendimentos das obrigações estão em alta, criando incerteza nos mercados financeiros e aumentando os custos de financiamento para governos e empresas.
No entanto, as bolsas de valores não estão a cair como muitos esperavam. A explicação para esta aparente contradição está no forte crescimento económico que se verifica atualmente, que tem apoiado os mercados acionistas apesar do ambiente de taxas mais elevadas.
Além disso, as empresas estão a obter lucros recorde, o que pode ajudar as bolsas a absorver os custos de financiamento crescentes. Os resultados financeiros sólidos das empresas proporcionam uma almofada que atenua o impacto negativo das taxas de juro mais altas.
A questão central que o artigo levanta é precisamente esta: porque é que os mercados acionistas não reagem de forma negativa à subida dos juros da dívida, quando tradicionalmente esperaríamos uma correlação inversa entre estes dois fatores.




