Já se perdeu no caso Luís Neves? A cronologia de uma polémica que ameaça o GovernoFoto de Emilio Pedral no Pexels
Política
Инвестиции

Já se perdeu no caso Luís Neves? A cronologia de uma polémica que ameaça o Governo

Eco4 de setembro de 2026 às 10:57

Luís Neves, antigo diretor nacional da Polícia Judiciária, tornou-se ministro da Administração Interna em fevereiro de 2026, mas ao longo dos meses seguintes viu-se envolvido numa série de controvérsias que ameaçam o seu futuro político e colocam em causa o Governo de Luís Montenegro. As investigações centram-se inicialmente num atrelado apreendido no âmbito da Operação Pacoba, de combate ao tráfico de droga, que acabou nas instalações de uma empresa ligada a João Carvalho, empreiteiro que realizou obras na propriedade do ministro no Alentejo. A PJ não encontrou qualquer documento ou ordem que justifique a deslocação do atrelado, e a Procuradoria-Geral da República abriu um inquérito para esclarecer o caso.

A investigação rapidamente alargou-se a outras questões. Surgiram suspeitas de eventual abuso de poder e descaminho, e foi revelado que Luís Neves não terá apresentado, dentro dos prazos legais, declarações de rendimentos e património relativas ao período em que dirigiu a PJ, o que levou o Tribunal Constitucional a censurar o ministro. A Procuradoria Europeia abriu igualmente uma averiguação aos contratos celebrados entre a PJ e a Construbarcelos, enquanto o Ministério da Justiça, liderado por Rita Alarcão Júdice, determinou uma auditoria à Polícia Judiciária. O Tribunal de Contas anunciou também que vai fiscalizar Luís Neves por alegadas infrações financeiras, incluindo despesas e viagens sem comprovativos.

O caso transformou-se numa crise política quando o Chega, partido de André Ventura, avançou com uma moção de censura ao Governo e anunciou uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves na PJ. O partido argumenta que o primeiro-ministro deveria ter demido o ministro da Administração Interna. Luís Neves reagiu com firmeza, afirmando que não se deixa intimidar e que o Governo tem um ministro com experiência, atacando o que classificou como "política do medo" e populismo por parte do Chega. A moção de censura está marcada para 8 de setembro, mas depende dos votos do PS para ser aprovada.

Notícias relacionadas

Política

Do excedente do Governo à censura do Chega. Veja o “Semanário” desta semana

Esta semana, o destaque vai para o excedente orçamental de Portugal em julho (282 milhões de euros) e para a decisão de André Ventura de apresentar uma moção de censura ao Governo da AD em 8 de setembro. A semana ficou ainda marcada pela conclusão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com 100% das subventions executadas, pelo acordo petrolífero entre os EUA e a Venezuela, pelo referendo na Islândia que rejeitou a adesão à UE, pela nova lei dos TVDE que gerou controvérsia no setor, e pela commemoração de um ano após a tragédia do Elevador da Glória em Lisboa.

Jornal Económico04/09/26, 12:46
Olavo Câmara acusa "jogo" desigual nos fundos
Política

Olavo Câmara acusa "jogo" desigual nos fundos

Olavo Câmara, presidente da Câmara do Porto Moniz, alertou para as dificuldades que os pequenos municípios enfrentam no acesso aos fundos europeus, referindo-se a um "jogo" desigual. Segundo o autarca, estas autarquias sofrem de falta de recursos humanos, previsibilidade e capacidade competitiva face a entidades de maior dimensão. As suas declarações foram feitas durante um debate sobre 'O acesso dos municípios a fundos europeus', realizado em Santa Cruz, no Hotel Vila Galé.

dnoticias.pt04/09/26, 12:45
Política

Nova lei da contratação pública entra em vigor em outubro

Uma nova lei da contratação pública entra em vigor em outubro, trazendo como principais alterações o aumento dos limiares de valor para a contratação simplificada e a eliminação da revisão prévia do projeto de execução, simplificando assim os processos de aquisição pública.

Observador04/09/26, 12:44
Política

SNS prevê estagnação dos médicos de família nos 85% até 2028 apesar do reforço de profissionais

O Serviço Nacional de Saúde português prevê que a cobertura de médicos de família se mantenha estagnada nos 85% até 2028, apesar do reforço de profissionais no setor. O documento de planeamento do SNS, apresentado pelo Ministério da Saúde, estabelece ainda metas como o aumento do número de cirurgias de aproximadamente 799 mil em 2026 para quase 832 mil em 2028, e a redução dos atendimentos nas urgências de 4,5 milhões para 4,2 milhões no mesmo período.

CNN Portugal04/09/26, 12:44