Do excedente do Governo à censura do Chega. Veja o “Semanário” desta semanaFoto de Franco Monsalvo no Pexels
Política

Do excedente do Governo à censura do Chega. Veja o “Semanário” desta semana

Jornal Económico4 de setembro de 2026 às 12:46

Após três meses consecutivos em défice, as contas públicas portuguesas voltaram aos excedentes em julho, com um saldo positivo de 282 milhões de euros. A Segurança Social registou igualmente um excedente de 4,42 mil milhões de euros em julho, mais 1,2 mil milhões do que no mesmo mês do ano anterior. Esta notícia surge numa semana em que o Plano de Recuperação e Resiliência foi dado como totalmente concluído pelo ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, com a execução a 100% das subvenções atribuídas a Portugal, estimadas em 16.325 mil milhões de euros.

No campo internacional, destaque para o acordo petrolífero entre a Venezuela e os Estados Unidos, que terá dado a Donald Trump controlo sobre cerca de 65 mil milhões de barris de reservas de petróleo venezuelanas, nove meses após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro. Na mesma semana, a Islândia rejeitou em referendo a reabertura das negociações de adesão à União Europeia, e o bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA contra o Irão completou seis meses, interrompendo completamente as exportações de petróleo iraniano e contribuindo para novos aumentos nos preços dos combustíveis.

Em Portugal, o setor dos TVDE foi marcado por nova legislação que permite aos táxis registarem-se para operar através de plataformas eletrónicas, o que mereceu contestação tanto das associações do setor como da Associação Portuguesa de Transportadores em Automóveis Descaracterizados, que considerou o setor "altamente injustiçado" sob o domínio das plataformas.

No plano político, André Ventura, presidente do Chega, confirmou que irá apresentar uma moção de censura ao Governo da AD, mantendo também a intenção de criar uma comissão parlamentar de inquérito para escrutinar a atuação de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária. A moção será discutida no dia 8 de setembro. Esta semana, o Governo português chamou ainda o embaixador russo em Lisboa para exigir explicações sobre ataques híbridos que afetaram o aeroporto de Leipzig, na Alemanha.

Notícias relacionadas

Política

Presidente da República avisa que "não manda recados por ninguém"

O Presidente da República alertou que não envia recados através de terceiros, enquanto António José Seguro, líder do Partido Socialista, recusou comentar a moção de censura ao Governo, afirmando que falará no momento adequado. A notícia surge no contexto de tensão política em Portugal, onde a oposição pondera apresentar uma moção de censura contra o executivo.

RTP Notícias04/09/26, 13:50
Política

Iniciativa Liberal vai votar contra a moção de censura ao Governo

O partido Iniciativa Liberal anunciou que vai votar contra a moção de censura ao Governo apresentada pelo Chega, que será discutida e votada na próxima terça-feira. Esta decisão marca a posição do partido face à iniciativa do partido de extrema-direita.

RTP Notícias04/09/26, 13:50
Jorge Carvalho teme regresso à "Europa dos Estados"
Política

Jorge Carvalho teme regresso à "Europa dos Estados"

Jorge Carvalho, presidente da Câmara do Funchal, alertou durante um debate realizado em Santa Cruz para o risco de a União Europeia caminhar para uma maior concentração de poderes nos Estados-membros, o que considera uma ameaça ao papel das regiões e municípios na gestão dos fundos comunitários. O autarca defendeu que está em curso "um processo de voltarmos ao meio dos Estados" e alertou para a necessidade de as regiões autónomas preservarem o princípio da subsidiariedade e uma intervenção efetiva na gestão dos fundos europeus.

dnoticias.pt04/09/26, 13:45
SPM critica colocações de professores e anuncia medidas de luta
Política

SPM critica colocações de professores e anuncia medidas de luta

O Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) anunciou a realização de uma conferência de imprensa para segunda-feira, 7 de setembro, pelas 11h30, na sede do sindicato, para analisar o processo de colocação de docentes na Região Autónoma da Madeira. O SPM critica as medidas adotadas pela Secretaria Regional da Educação (SRE), apontando para uma crescente precarização dos docentes de quadro, para a alegada camuflagem da falta de professores e para a degradação das condições profissionais. O sindicato considera que as políticas implementadas estão a prejudicar os professores e a qualidade do ensino na região.

dnoticias.pt04/09/26, 13:41