O primeiro-Ministro Luís Montenegro considerou esta quinta-feira que a moção de censura apresentada pelo Chega ao Governo se insere numa lógica de "mero jogo político", não fazendo qualquer sentido. Montenegro fez estas declarações aos jornalistas antes de assistir à cerimónia de posse do presidente reelito da República Democrática de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova.
O Chega apresentou a moção de censura devido à manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna. O primeiro-Ministro anunciou que o Governo está a aguardar a definição do dia e da hora para se apresentar à Assembleia da República e responder à moção de censura, mostrando que esta não faz sentido e não está focada na resolução dos problemas das pessoas.
Montenegro alertou que a responsabilidade política da oposição também está sob avaliação. Para o primeiro-Ministro, a moção de censura é "um momento que a democracia deve encarar com sentido de responsabilidade" por parte de todos os protagonistas, incluindo o Governo, que tem a responsabilidade de governar, resolver problemas e encontrar soluções para as matérias que preocupam os portugueses.
O primeiro-Ministro deixou ainda um aviso indireto ao presidente do Chega, afirmando que as oposições serão tanto mais capazes de se apresentarem como alternativas se mostrarem sentido de responsabilidade, pois ninguém quer ver a governar um país forças partidárias que não coloquem o interesse de todos à frente de interesses particulares.




