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Algarve fora das seis áreas empresariais estratégicas

Jornal do Algarve3 de setembro de 2026 às 14:44

O grupo parlamentar do PS criticou a exclusão do Algarve das seis grandes áreas empresariais estratégicas que o Governo pretende criar no país para captar investimento estrangeiro. Na pergunta dirigida ao ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, os deputados socialists questionaram os critérios utilizados para a escolha das localizações e exigiram esclarecimentos sobre os requisitos técnicos, territoriais, ambientais, logísticos e infraestruturais que os territórios terão de cumprir.

As seis áreas foram anunciadas pelo ministro em julho, estando previstas duas no Norte, duas no Centro, uma na Área Metropolitana de Lisboa e uma no interior do Alentejo. Castro Almeida justificou a medida com a existência de empresas multinacionais interessadas em investir em Portugal, mas que optam por outros países devido à falta de terrenos adequadamente infraestruturados. A Global Parks, empresa da AICEP, será a promotora das áreas, cabendo às CCDR a definição das localizações e ao Governo o financiamento das obras.

Também Vítor Neto, presidente do NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, manifestou surpresa perante a exclusão, considerando que o peso económico da região na economia nacional deveria ser considerado. Contudo, o deputado algarvio Cristóvão Norte garantiu que o processo ainda não está fechado, afirmando que o ministro apresentou as seis áreas "a título meramente indicativo" e que o processo estaria "em aberto", com o Executivo a trabalhar "um pouco por todo o país".

Cristóvão Norte defendeu que o Algarve precisa de diversificar a sua base económica para além do turismo, identificando setores como a economia do mar, a agricultura, a floresta e as novas tecnologias. O parlamentar considerou fundamental que a região desenvolva uma estratégia própria para uma eventual área empresarial assente na indústria transformadora, capaz de criar um novo polo de desenvolvimento. O presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, preferiu não comentar o assunto, limitando-se a afirmar que o organismo está a acompanhar o tema com atenção.

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