A Variante Nascente de Évora do IP2 foi inaugurada, abrindo uma disputa política sobre a origem do investimento. O deputadosocialista Luís Dias, eleito pelo círculo de Évora, considera a abertura da nova estrada uma "boa notícia", mas defende que o atual Governo não deve "apropriar-se politicamente" de uma obra que, segundo ele, foi decidida, programada e financiada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência durante os Governos anteriores do PS.
A Variante Nascente de Évora, que liga o Nó de Évora Nascente da A6 à EN18, tem 12,8 quilómetros, perfil de autoestrada e representa um investimento de 54,9 milhões de euros, financiado através do PRR. A nova infraestrutura permite criar uma alternativa à passagem de tráfego pelo interior da cidade de Évora, melhorando as condições de circulação e de segurança rodoviária.
Luís Dias estende a mesma posição política aos investimentos rodoviários realizados no IP8 e abertos ao trânsito esta semana, incluindo os troços entre Ferreira do Alentejo e Beja, entre Santa Margarida do Sado e Ferreira do Alentejo, a Variante a Figueira de Cavaleiros e a duplicação do IP8 entre Relvas Verdes e Roncão. Segundo o deputado, estes investimentos representam dezenas de milhões de euros aplicados na rede rodoviária alentejana e resultam de opções tomadas anteriormente no âmbito da política de investimento público e do PRR.
O parlamentar socialista conclui que "o Partido Socialista tem orgulho no legado de investimento que deixou no Alentejo" e que o PRR permitiu avançar com investimentos que durante décadas foram adiados. Defende ainda que o Alentejo "precisa de uma política consistente, continuada e ambiciosa" em matéria de infraestruturas e que o Governo deve continuar a executar os investimentos que encontrou e não deixar cair os que ainda estão por concretizar.




