A TAP registou recordes de receitas e passageiros no primeiro semestre deste ano, com um crescimento de 4% no número de passageiros para 8,2 milhões e receitas acima de 4% para mais de dois mil milhões de euros, impulsionadas por mais aviões e forte procura. A companhia também destaca a emissão de 350 milhões de euros em dívida ao spread de crédito mais baixo de sempre da TAP numa emissão desta natureza.
No entanto, os prejuízos da TAP aumentaram 40% no primeiro semestre para 99 milhões de euros devido à subida dos preços dos combustíveis causada pela guerra no Médio Oriente. Os custos com combustível dispararam mais de 50% no segundo trimestre para 270 milhões de euros e subiram 19% no primeiro trimestre para 566 milhões de euros. O preço do jet fuel está atualmente 74% mais caro face ao ano anterior, custando 163 dólares na Europa segundo dados da IATA.
Os resultados são conhecidos numa altura em que decorre o processo de privatização da TAP, depois de a Lufthansa e a Air France-KLM terem entregue propostas vinculativas, que deverão começar a ser analisadas pelo Governo com base no relatório da estatal Parpública. O presidente-executivo da TAP, Luís Rodrigues, afirmou que o aumento significativo dos preços de combustível pressionou de forma relevante a performance da companhia, com o impacto a fazer-se sentir de imediato nos custos enquanto as medidas de mitigação ao nível da receita tendem a materializar-se de forma mais gradual.




