A reserva estratégica de petróleo dos Estados Unidos atingiu, na segunda-feira 31 de agosto, o seu nível mais baixo desde 1982, com 289,7 milhões de barris. Estima-se que a reserva possa cair para os 243 milhões de barris se o Presidente norte-americano, Donald Trump, libertar um lote final de 39 milhões de barris, seguindo o acordo assinado em março com a Agência Internacional de Energia. Os Estados Unidos e mais 29 países decidiram libertar 400 milhões de euros, na sequência do início da guerra no Médio Oriente, em fevereiro, com 172 milhões de barris a pertencerem aos norte-americanos. As reservas estão armazenadas em 60 grutas subterrâneas, no Texas e no Louisiana, e o nível mínimo de segurança prática, segundo um professor da Universidade Texas A&M, é próximo de 250 milhões de barris, sendo que operar abaixo desse valor coloca as infraestruturas numa zona perigosa.
A Casa Branca revelou na mesma data detalhes do que designou como o "maior acordo petrolífero" da história mundial com a Venezuela. O acordo foi assinado pelo Secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo Secretário da Guerra, Pete Hegseth. As autoridades interinas venezuelanas concederam à empresa North American Blue Energy Partners (NABEP) concessões de 100 anos para 17 campos petrolíferos com reservas comprovadas de aproximadamente 65 mil milhões de barris, o que expande significativamente as reservas americanas de aproximadamente 46 mil milhões de barris.
Em troca, a NABEP concedeu ao Gabinete de Capital Estratégico do Departamento de Guerra dos Estados Unidos uma participação acionista de 35% na sua empresa-mãe, representando até centenas de milhares de milhões em valor e dividendos. A empresa concedeu ainda ao Departamento de Estado o direito de comprar, ao custo de produção, 20% garantidos da produção de todos os campos atuais e futuros, garantindo um fornecimento estável de petróleo a baixo custo para facilitar o reabastecimento da Reserva Estratégica de Petróleo.
O governo dos Estados Unidos tem poder de veto sobre a nomeação de qualquer membro do conselho de administração da NABEP, e a maioria dos membros desse conselho deve ser composta por cidadãos americanos. O acordo é regido pela legislação americana e está sujeito à jurisdição dos tribunais americanos. Milhões de barris da nova produção venezuelana serão processados em refinarias americanas e bombeados com plataformas e infraestruturas americanas, gerando milhares de milhões em investimentos nos Estados Unidos e milhares de empregos no país.




